Os açorianos não são, nem nunca aceitarão ser, portugueses de segunda e muito menos de última categoria.
Mas é precisamente assim que continuamos a ser tratados pelo Governo da República, principalmente por Luís Montenegro e o Ministro Pinto Luz.
E um dos exemplos deste tratamento, é a vergonha da aplicação do Mecanismo de Continuidade Territorial.
Aquilo que para um cidadão no continente é uma simples deslocação, para um açoriano transforma-se numa corrida de obstáculos, num luxo e, muitas vezes, numa injustiça. Não estamos a falar de conforto, estamos a falar de mobilidade básica dentro do próprio país.
O que deveria ser um mecanismo simples de compensação pela insularidade tornou-se num labirinto administrativo, onde o cidadão tem de adiantar dinheiro, guardar papéis, preencher formulários e esperar meses a fio para ser reembolsado por aquilo que é seu por direito. É inadmissível que, em pleno século XXI, um direito fundamental dependa de tanta papelada e de tanta ineficiência.
No continente, até há cidadãos que viajam, gratuitamente, nos transportes públicos.
Isto não é igualdade. Isto é discriminação.
O que os governantes deveriam fazer, era virem viver uns tempos para os Açores para sentirem na pele o que é ser ilhéu!
Já CHEGA de tratar os açorianos como cidadãos de última categoria.
Os açorianos exigem respeito. E temos toda a razão!!!

