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CHEGA AÇORES DEFENDE QUE A SOLUÇÃO PARA A BAIXA NATALIDADE PASSA PELO APOIO ÀS FAMÍLIAS AÇORIANAS E NÃO PELA IMIGRAÇÃO

O CHEGA Açores manifesta a sua profunda discordância com as declarações do Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, que apontou a imigração como resposta para o problema da baixa natalidade nos Açores.

Para o CHEGA Açores, esta visão representa uma inversão das prioridades e demonstra a incapacidade do Governo Regional para enfrentar as verdadeiras causas da crise demográfica que afeta a nossa Região.

Os açorianos não deixam de ter filhos por falta de vontade. Deixam de os ter porque enfrentam dificuldades cada vez maiores para construir um projeto de vida. Os salários continuam demasiado baixos, o custo da habitação atingiu níveis incomportáveis para muitas famílias, os bens essenciais estão mais caros e milhares de jovens vivem numa situação de instabilidade laboral que lhes retira a confiança no futuro.

Enquanto estas condições não forem alteradas, nenhuma estratégia demográfica produzirá resultados duradouros.

A imigração pode responder, em determinadas circunstâncias, a necessidades concretas do mercado de trabalho, desde que seja legal, regulada e acompanhada por uma verdadeira política de integração. Contudo, não pode ser utilizada como substituto de uma política séria de apoio à natalidade nem apresentada como a solução para o declínio demográfico dos Açores.

A Região não pode resignar-se à ideia de que a resposta para a falta de crianças passa por importar população, quando continua a falhar na criação de condições para que os próprios açorianos possam constituir família, permanecer nas suas ilhas e construir o seu futuro.

O CHEGA Açores tem defendido, de forma consistente, que a prioridade das políticas públicas deve ser o apoio às famílias açorianas.

Foi precisamente nesse sentido que apoiou medidas de incentivo à natalidade, como o programa Nascer Mais, considerando, contudo, que o Governo Regional demorou demasiado tempo a concretizar este apoio e continua sem apresentar uma estratégia global capaz de inverter o inverno demográfico.

Mais do que medidas pontuais, os Açores precisam de uma política integrada de apoio às famílias, assente em incentivos eficazes à natalidade, melhores salários, redução da carga fiscal sobre quem trabalha, acesso à habitação, reforço da rede de creches e estabilidade no emprego para os jovens.

O CHEGA Açores considera igualmente que qualquer política migratória deve atender à capacidade real da Região em garantir habitação, acesso aos serviços de saúde, educação e integração social. Ignorar esta realidade é criar novos problemas sem resolver aqueles que já existem.

A experiência internacional demonstra que os países que conseguiram melhorar os seus indicadores de natalidade foram aqueles que investiram fortemente nas famílias, na valorização do trabalho e na criação de condições para que os seus cidadãos tivessem confiança no futuro.

É esse o caminho que os Açores devem seguir.

O CHEGA Açores continuará a defender que o investimento público deve privilegiar quem vive, trabalha, desconta e quer construir o seu futuro na nossa Região.

Porque o futuro dos Açores não se garante substituindo gerações.

O futuro dos Açores garante-se apoiando as famílias açorianas, valorizando os nossos jovens e criando condições para que cada criança que nasce seja motivo de esperança e não de preocupação.

Primeiro as famílias açorianas. Esse é o verdadeiro investimento no futuro da nossa Região.

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