“A Ilha Terceira não pode ser notícia apenas quando há medo, suspeita ou polémica. A Ilha Terceira merece respeito. E esse respeito exige responsabilidade”, foi esta a base da intervenção do deputado Francisco Lima aquando do debate de urgência, promovido pelo CDS, a propósito da “Situação Ambiental dos Solos e Aquíferos da Ilha Terceira”.
Depois de conhecidos os resultados de uma tese de doutoramento, que analisou a presença de metais pesados em esqueletos humanos na Praia da Vitória e em Angra do Heroísmo, que procurava avaliar uma possível relação com a contaminação dos solos e aquíferos junto à Base das Lajes, Francisco Lima referiu que não se pode confundir hipóteses científicas com verdades absolutas.
O parlamentar lembrou que o próprio autor reconheceu que não foi provada qualquer relação de causa-efeito entre os achados identificados e o cancro. O CHEGA refuta, por isso, a forma como o estudo foi apresentado e divulgado, com sensacionalismo, tratando a ilha Terceira “como se fosse um laboratório de alarmismo permanente”, colocando em causa todo um trabalho que tem vindo a ser feito, por exemplo, ao nível do turismo.
Francisco Lima também chamou a atenção para a “dimensão política” deste estudo, já que “há uma coincidência política entre a mediatização deste estudo e o agendamento deste debate de urgência pelo CDS, partido onde um dos co-autores tem responsabilidades políticas na Ilha Terceira. Essa coincidência deve ser discutida com seriedade”. E lembrou que em Lisboa, o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, presidente nacional do CDS, tenha apelado à prudência institucional, enquanto nos Açores, o CDS pede urgência.
De facto, existe um problema ambiental no perímetro da Base das Lajes – o relatório oficial do LNEC para a ERSARA, relativo a 2025, confirma contaminação por hidrocarbonetos e a presença de produto petrolífero livre no Site 5001 – e, por isso, Francisco Lima questionou o Governo Regional sobre se existe algum estudo epidemiológico validado que comprove a relação entre a alegada contaminação dos solos e uma maior incidência de cancro na Praia da Vitória, se a água para consumo da ilha Terceira está própria para consumo, se há ou não há risco para a população. Perguntas que merecem respostas simples, directas e públicas, para que não haja medo ou dúvida na população.
O CHEGA “não aceita que a Ilha Terceira seja usada como palco de teorias alarmistas, nem aceita que problemas ambientais reais sejam aproveitados para agendas políticas de ocasião”, mas apela à verdade com estudos sérios.
Horta, 9 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação
TERCEIRENSES NÃO PODEM FICAR COM MEDO E DÚVIDAS DEPOIS DE ESTUDO SOBRE CONTAMINAÇÃO DOS SOLOS
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