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CHEGA QUESTIONA ABANDONO DE IMÓVEIS NA TERRA CHÃ EM PLENA CRISE DA HABITAÇÃO

O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores entregou um requerimento ao Governo Regional para esclarecer a situação de vários imóveis abandonados e emparedados existentes na freguesia da Terra Chã, na ilha Terceira, questionando a razão destes edifícios continuarem ao abandono quando tantas famílias enfrentam dificuldades no acesso à habitação.
Numa altura em que a falta de casas constitui uma das maiores preocupações das famílias Açorianas, é incompreensível que continuem a existir imóveis devolutos sem qualquer aproveitamento, alguns dos quais poderiam ter sido recuperados com recurso às verbas disponibilizadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O CHEGA pretende saber quantos imóveis devolutos foram identificados na Terra Chã, quantos pertencem à Região, quantos foram objecto de candidaturas ao PRR e quais as razões que justificam a sua permanência ao abandono.
Os deputados consideram que a recuperação de património existente é muitas vezes uma solução mais rápida, eficiente e económica do que a construção de novos empreendimentos, permitindo aumentar a oferta habitacional e combater a degradação urbana.
“Enquanto muitos jovens são obrigados a adiar projectos de vida, enquanto famílias trabalhadoras não conseguem encontrar uma habitação a preços acessíveis e enquanto cresce a pressão sobre o mercado habitacional, existem edifícios abandonados que poderiam estar a servir a população”, afirma o deputado Francisco Lima.
“O Governo Regional não pode continuar a falar de crise da habitação enquanto permite que património público permaneça fechado, emparedado e sem qualquer utilidade para a população. Os Açorianos precisam de respostas concretas e não de promessas sucessivamente adiadas”, acrescenta o parlamentar.
Numa altura em que milhares de Açorianos enfrentam dificuldades para encontrar uma casa, o CHEGA considera que cada edifício devoluto representa uma oportunidade perdida e um sinal da falta de planeamento das políticas públicas de habitação.
O CHEGA Açores exige transparência sobre a utilização das verbas do PRR e sobre os planos do Governo para colocar estes imóveis ao serviço das famílias Açorianas.

Terra Chã, 21 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

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