Depois do caos provocado pelos nevoeiros, que deixou milhares de passageiros presos nos aeroportos dos Açores, os sindicatos decidiram agravar ainda mais o problema. Sem qualquer preocupação pelas pessoas, avançaram com greves em serviços essenciais, incluindo no IPMA, prolongando o sofrimento de quem apenas queria regressar a casa, trabalhar ou cumprir os seus compromissos.
É inaceitável que, em nome de um direito legítimo, se ignore completamente o impacto devastador que estas ações têm sobre milhares de cidadãos. Fala-se muito de direitos, mas esquecem-se os deveres. Esquecem-se de que os serviços públicos existem para servir as pessoas e não para as usar como reféns de agendas sindicais.
Enquanto famílias inteiras ficam retidas, trabalhadores perdem dias de trabalho, empresas acumulam prejuízos e turistas levam uma péssima imagem dos Açores, alguns dirigentes sindicais parecem mais preocupados em escolher datas cirurgicamente calculadas para maximizar o impacto da paralisação e prolongar fins de semana à custa do sacrifício dos outros.
Estas greves não resolvem problemas, não melhoram serviços e não defendem os cidadãos. Pelo contrário, destroem a economia, prejudicam os trabalhadores, afetam o turismo e penalizam uma região que já sofre com os constrangimentos da insularidade.
Os Açorianos estão cansados de serem sempre os prejudicados. Cansados de ver interesses corporativos colocados acima do interesse coletivo. Cansados de pagar a fatura das lutas ideológicas de quem vive afastado da realidade.
Já CHEGA de radicalismo sindical.
Já CHEGA de transformar os Açores em reféns de interesses instalados.
Quem prejudica deliberadamente milhares de pessoas inocentes não está a defender trabalhadores. Está a atacar a própria sociedade.
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