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MEIA TONELADA DE PESCADO EM TERRA EXPÕE FALHAS NO TRANSPORTE AÉREO DE MERCADORIAS

O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores enviou hoje um requerimento à Assembleia Legislativa Regional por considerarem inaceitável que meia tonelada de pescado fresco não tenha seguido viagem desde a ilha Terceira para os Estados Unidos da América, por questões alegadamente burocráticas.
Em causa estão duas versões contraditórias, já que o exportador garante ter cumprido todos os prazos exigidos para o transporte da mercadoria, no entanto, alegadas questões burocráticas e administrativas justificam, da parte da SATA Carga, a falha do embarque do pescado.
No requerimento, os deputados exigem o apuramento de responsabilidades quanto à referida falha no embarque de um produto altamente perecível, com elevado valor comercial, cuja retenção representa prejuízos directos para o sector das pescas e para a economia regional.
Os deputados querem esclarecimentos detalhados sobre toda a ocorrência, incluindo a cronologia dos acontecimentos, as entidades envolvidas, os prejuízos causados, as responsabilidades apuradas e as medidas que serão adoptadas para impedir que situações desta natureza se repitam.
O CHEGA quer também dados sobre quantos casos semelhantes ocorreram nos últimos anos, quantas toneladas de pescado foram afectadas por falhas logísticas e se existe, actualmente, capacidade de carga suficiente para responder às necessidades do sector das pescas, já que o transporte aéreo de mercadorias é a única forma de exportação.
Para a deputada Hélia Cardoso, os empresários não podem ficar dependentes da burocracia, da desorganização ou da incapacidade operacional de entidades públicas ou privadas quando estão em causa contratos internacionais e mercados exportadores que foram conquistados com enorme esforço.
A parlamentar entende que “havendo uma falha logo no primeiro envio de uma mercadoria que é tão valorizada, qual é a probabilidade do comprador voltar a fazer uma encomenda? Há uma quebra de confiança, que depois é difícil de voltar a conquistar. A nossa economia é tão pequena que quando existe uma falha destas, impacta directamente nas nossas empresas”.
Hélia Cardoso acredita mesmo que as normas internas, que obrigam à entrega da carga cinco horas antes do voo, “são exigências que podem fazer sentido num aeroporto de grande dimensão, com distância e logística muito maiores, mas no aeroporto da Terceira parece-me notoriamente exagerado”, conclui.

Praia da Vitória, 3 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

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