Os Açores enfrentam um problema estrutural grave: a saída contínua de jovens qualificados e em idade activa, que compromete depois o futuro económico, social e demográfico da Região. Uma situação que tem motivado anúncios de políticas públicas de fixação de jovens na Região, das quais não são conhecidos resultados concretos.
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do CHEGA Açores enviou um requerimento à Assembleia Legislativa Regional onde exige respostas sobre os programas de apoio e incentivo à fixação de jovens na Região desde 2020, os montantes investidos, taxas de execução, número de beneficiários e, acima de tudo, quantos jovens permaneceram efectivamente na Região após beneficiarem de apoios públicos.
Mas os deputados também querem saber quantos jovens abandonaram os Açores depois de receberem apoios da Região, qual o custo real por beneficiário e se existem mecanismos de monitorização da permanência destes jovens no arquipélago.
Uma vez que as dificuldades no acesso à habitação podem ser motivo importante para o abandono da Região, os deputados do CHEGA questionam quantos jovens tiveram acesso a apoios à habitação, quantas candidaturas foram recusadas, qual o tempo médio de espera por habitação pública e quantos jovens abandonaram os Açores por incapacidade de encontrar casa a preços acessíveis.
A ausência de perspectivas de estabilidade e futuro são outro factor importante para os jovens saírem da Região, pelo que os parlamentares querem ter acesso a dados para avaliar o impacto real das políticas de empreendedorismo jovem, os resultados dos programas de regresso de jovens Açorianos e as medidas específicas para as ilhas mais afectadas pela perda de população.
“O maior drama da juventude Açoriana é viver numa Região onde estudar não garante futuro, onde trabalhar não garante independência e querer ficar não chega para conseguir construir uma vida, uma família, um futuro”, refere o líder parlamentar do CHEGA Açores, José Pacheco.
O parlamentar defende que os jovens Açorianos precisam de “menos propaganda e menos anúncios políticos. Os nossos jovens querem saber se podem regressar à sua terra, se têm futuro garantido na sua terra para trabalharem, para constituir família. E isso só se consegue com uma estratégia integrada de políticas verdadeiramente dirigidas à nossa juventude”, concluiu.
Ponta Delgada, 26 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

