InícioVideosO ESTADO ESTÁ A ROUBAR O AUMENTO DO SEU SALÁRIO!

O ESTADO ESTÁ A ROUBAR O AUMENTO DO SEU SALÁRIO!

Os salários nos Açores continuam demasiado baixos. Todos os meses, milhares de trabalhadores são obrigados a fazer uma verdadeira ginástica financeira para pagar a alimentação, a habitação, a eletricidade, os combustíveis e todas as restantes despesas.

Em 2026, o salário mínimo regional é de 966 euros brutos. Depois dos descontos, sobra muito pouco para enfrentar o custo de vida numa Região onde quase tudo é mais caro devido à insularidade.

Mas também temos de dizer uma verdade que muitos preferem esconder: não basta aumentar o salário mínimo por decreto.

Quando o Estado decide subir o salário mínimo sem criar condições para que as empresas aumentem também os restantes salários, acaba por prejudicar quem trabalha há anos, quem investiu na sua formação e quem assumiu mais responsabilidades.

Não é justo que um trabalhador com dez ou quinze anos de experiência veja o seu salário ficar praticamente colado ao salário mínimo.

Os Açores precisam de salários mínimos mais elevados, mas também de salários médios muito mais altos. Valorizar apenas o salário mínimo é condenar a classe média trabalhadora à estagnação e destruir a progressão das carreiras.

Por outro lado, também não podemos ignorar a realidade das empresas.

Com a atual carga fiscal e contributiva, aumentar salários apenas por decreto pode colocar em dificuldades muitas micro e pequenas empresas, sobretudo no comércio, na restauração, na agricultura, nas pescas e nos serviços.

O trabalhador precisa de receber mais. Mas a empresa também precisa de continuar aberta, investir e preservar os postos de trabalho.

É por isso que o caminho passa por encontrar um equilíbrio: aumentar os salários e, ao mesmo tempo, reduzir os impostos e os encargos sobre o trabalho, nomeadamente através de uma redução seletiva da TSU para as empresas que aumentem efetivamente os salários.

Fica o Estado a perder?

No imediato, existe uma redução de receita fiscal e contributiva. Negá-lo seria esconder a realidade. Mas essa perda pode ser compensada por uma economia mais dinâmica: trabalhadores com mais rendimento consomem mais, as empresas vendem mais, criam emprego, aumentam a sua atividade e o próprio Estado acaba por recuperar parte dessa receita.

O que não podemos aceitar é que o Estado continue a arrecadar cada vez mais impostos enquanto os trabalhadores empobrecem e as pequenas empresas lutam diariamente para sobreviver.

Quem aumenta salários deve ser premiado, não castigado.

A redução da TSU não deve ser uma oferta indiscriminada. Deve beneficiar apenas as empresas que aumentem os salários, mantenham os postos de trabalho e cumpram as suas obrigações fiscais e contributivas.

Quem trabalha e recebe melhor depende menos do Estado. E quem depende menos do Estado é mais livre para decidir o seu futuro, sustentar a sua família e construir a sua vida com dignidade.

E aos que dizem que o Estado não pode prescindir de qualquer receita, convém recordar que continuam a existir milhões de euros desperdiçados em burocracia, estruturas redundantes, nomeações políticas, consultorias, fraudes nas prestações sociais, economia paralela e corrupção.

Antes de pedir mais sacrifícios a quem trabalha e a quem cria emprego, o Estado deve começar por cortar no desperdício e dar o exemplo.

A solução é simples:
SALÁRIOS MAIS ALTOS. MENOS IMPOSTOS SOBRE O TRABALHO. MAIS APOIO ÀS EMPRESAS QUE VALORIZAM OS SEUS TRABALHADORES.

Porque os Açores não precisam apenas de um salário mínimo mais alto.

Precisam de uma economia onde todos os salários possam crescer, onde o mérito seja recompensado, onde trabalhar compense e onde criar emprego deixe de ser tratado como um castigo.

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