Ajudar as explorações vitivinícolas a receber turistas para uma prova de vinhos, com um pequeno alpendre, casa-de-banho de apoio e uma cobertura, é o que pretende o CHEGA para que os vitivinicultores se mantenham na actividade.
O deputado Francisco Lima apresentou a proposta do CHEGA que defende “estruturas simples, integradas na paisagem, sem impacto descontrolado — mas que implicam meses de espera, pareceres intermináveis e, no fim, quase sempre a recusa, uma espécie de prazer sádico de atazanar quem trabalha”.
É que as vinhas do Biscoitos, na ilha Terceira, do Pico ou da Graciosa “não são apenas um postal turístico. São séculos de sacrifício, de trabalho árduo, de sangue, suor e lágrimas. São o testemunho vivo da resistência de um povo – o povo Açoriano”. Vitivinicultores que se dedicam a cuidar da paisagem, que “ainda acreditam nesta terra” e que devem continuar a trabalhar para melhorar a economia regional.
“Não defendemos a proliferação desordenada de construções disfarçadas de adegas. Não defendemos a política do betão. Defendemos mais flexibilidade para quem trabalha e produz riqueza. Defendemos acima de tudo o direito à propriedade privada de quem depende da terra para viver”, afirmou Francisco Lima. Mas com limites: “integração paisagística, respeito pelos materiais tradicionais, limitação de áreas de construção, proibição de descaracterização das adegas e dos currais de vinha. Não é um cheque em branco — é um quadro legal que equilibra a protecção do ambiente com a viabilidade económica das explorações”.
Para o CHEGA é muito difícil defender a “preservação do ambiente sentado num gabinete”, até porque para se manter uma exploração agrícola viável implica custos elevados, falta de mão-de-obra, pragas das culturas, instabilidade do mercado e enfrentar diariamente uma burocracia que parece desenhada para cansar e fazer desistir quem trabalha e cria riqueza.
É por isso que o CHEGA defende um “modelo diferente que protege a paisagem — e que protege quem nela trabalha. Um modelo que respeita o ordenamento do território — e que exige que esse ordenamento acompanhe a realidade económica e social. Um modelo que entende que o turismo sustentável não é inimigo da natureza — pode ser, pelo contrário, o que permite financiar a sua preservação”.
“Ter melhor ambiente e melhor paisagem nos Açores só acontece com mais actividade económica sustentável, com a dinamização do mundo rural e com uma valorização efetiva do nosso património natural e cultural”, argumentou Francisco Lima que lembrou que há partidos que em campanha eleitoral proclamam a defesa dos agricultores e do mundo rural, mas depois, no parlamento, “continuam a manter e a criar leis e garrotes burocráticos para atacar os agricultores e coartar a sua liberdade económica”.
O CHEGA defende o desenvolvimento económico e social do mundo rural, “tantas vezes esquecido e abandonado por aqueles que só vivem e só mantêm os seus privilégios porque alguém se levanta todos os dias de manhã, arregaça as mangas e vai trabalhar na terra tirando dela o seu sustento e das suas famílias”, concluiu.
Horta, 21 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

