Propostas “profundamente ideológicas, proibicionistas e completamente desligadas da realidade social, cultural e agrícola dos Açores” não podem ser impostas na Região, quando a tracção animal ainda é bem visível no arquipélago.
O deputado José Paulo Sousa explicou, a propósito de uma proposta do PAN que previa a “reconversão de veículos de tracção animal” e que acabou chumbada, que a mesma pretendia acabar progressivamente com os animais de trabalho e de tracção nos Açores.
Ora, referiu o parlamentar, uma coisa é garantir o bem-estar animal – e para isso deve ser reforçada a fiscalização e punidas as situações de maus-tratos – outra, “completamente diferente, é usar casos pontuais para justificar a proibição de actividades tradicionais profundamente ligadas à identidade rural Açoriana”.
O CHEGA entende tratar-se de “fanatismo ideológico” a obsessão proibicionista apresentada, já que a preocupação não é o abuso, mas sim o uso dos animais enquanto auxiliadores de trabalho.
“Quando se destrói a ligação económica, social e cultural entre o homem e o animal, o animal desaparece progressivamente da comunidade”, afirmou José Paulo Sousa que entende que depois de se querer acabar com a tracção animal, no futuro poderia entrar na Assembleia um diploma para que ninguém possa montar a cavalo, “e depois virão pedir dinheiro aos contribuintes para financiar santuários destinados aos animais que deixaram de ter utilidade precisamente por causa das políticas que defendem”.
José Paulo Sousa defendeu, por isso, “mais fiscalização, mais sensibilização, melhores regras e punição efectiva dos maus-tratos”, mas sem limitações impostas por “uma agenda política completamente desligada da realidade Açoriana”, concluiu.
Horta, 21 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

