O CHEGA chumbou o apoio à marcha LGBT em Ponta Delgada porque acredita que o dinheiro público deve servir para responder às necessidades reais da população e não para financiar causas ou agendas ideológicas.
Cada pessoa é livre de defender as ideias em que acredita, organizar eventos e participar nas iniciativas que entender. Essa liberdade deve existir para todos. Mas uma coisa é liberdade; outra é pedir aos contribuintes que paguem a conta.
Num momento em que muitas famílias enfrentam dificuldades, os jovens lutam para ter acesso à habitação, os idosos sentem a perda de poder de compra e continuam problemas por resolver na saúde, importa definir prioridades.
E há uma pergunta que importa fazer: afinal, o que queremos promover? Em muitos casos, clubes desportivos, associações culturais, filarmónicas e coletividades que trabalham diariamente com jovens, preservam tradições, dinamizam freguesias e prestam um verdadeiro serviço à comunidade continuam a lutar por apoios, meios e financiamento.
Ainda assim, PS, PSD e Movimento PDL votaram favoravelmente este apoio. Mais uma vez, os partidos do sistema mostram onde colocam as suas prioridades. Enquanto muitos açorianos e instituições locais continuam a lutar por recursos, há quem entenda que o dinheiro público deve seguir outro caminho.
Os açorianos pagam impostos para ter melhores serviços, melhores respostas e mais qualidade de vida — não para financiar iniciativas de natureza política, ideológica ou identitária.
Quem quiser organizar marchas ou eventos desta natureza, que o faça livremente. Mas que não seja o povo a suportar essa despesa.

