A Câmara Municipal de Ponta Delgada atribuiu cerca de três milhões de euros dos contribuintes à PDL26 – Capital Portuguesa da Cultura, no entanto, não existe uma explicação clara relativamente aos critérios utilizados para apoiar ou excluir eventos culturais locais históricos do concelho.
A questão foi abordada pelo vereador do CHEGA na última reunião de Câmara, tendo Pedro Rodrigues questionado porque razão eventos históricos e emblemáticos do concelho, como o “Festival de Folclore da Relva” e o “Festival Música no Colégio – Coral de São José”, não integram oficialmente a programação da PDL26 – Capital Portuguesa da Cultura.
O executivo camarário acabou por não esclarecer de forma concreta esta situação, afirmando inclusivamente que não intervém na organização do evento. Com a atribuição de três milhões de euros por parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada, o CHEGA considera legítimo saber se a PDL26 está verdadeiramente a valorizar a cultura local e os artistas da nossa terra, ou se acabará por privilegiar maioritariamente artistas e projectos vindos do exterior.
Foi ainda debatida a aprovação da acta da anterior reunião camarária, de 29 de Abril, onde constam situações que, no entendimento do vereador do CHEGA, não reflectem integralmente aquilo que efectivamente aconteceu. Nomeadamente, a referência a um despacho para envio de certidão ao Ministério Público como se tivesse ocorrido durante a reunião o que não é verdade, já que o mesmo foi conhecido posteriormente através das redes sociais. Além disso, a acta era omissa nos pedidos feitos por uma vereadora para não participar numa votação, bem como referências contraditórias relativamente ao relatório de prevenção do risco de corrupção, nomeadamente sobre a existência de listas de fornecedores. Na acta constavam ainda palavras não proferidas pelo vereador do CHEGA em que diz que concordava com a ocupação do terreno nos Arrifes, o que é completamente falso, tendo inclusive o vereador votado contra.
Perante tais factos, o vereador do CHEGA votou contra a aprovação da acta, que acabou aprovada pelos dois maiores partidos (PSD e PS).
Na reunião foi ainda aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA para intervenção para limpeza num terreno abandonado na Fajã de Baixo, que há décadas representa risco de incêndio, falta de higiene, proliferação de pragas e alegadas situações associadas ao consumo e tráfico de droga.
Por fim, o vereador Pedro Rodrigues voltou a questionar a política de apoios da Câmara Municipal, considerando injusto que o Município continue a suportar elevados custos com viagens e estadias de participantes vindos do exterior para eventos culturais e desportivos, enquanto muitos atletas, artistas e associações locais continuam sem apoio adequado quando representam Ponta Delgada e os Açores fora da ilha.
“O CHEGA entende que, em primeiro lugar, devem ser apoiados os nossos atletas, os nossos artistas e as nossas associações locais”, reforçou o vereador.
Ponta Delgada, 14 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

