Apesar da Assembleia Legislativa ter aprovado por maioria uma Resolução para que o Governo Regional altere as regras de admissão nas creches, dando prioridade a crianças com pais trabalhadores, continuam a chegar denúncias de famílias que trabalham e que continuam sem conseguir vagas nas creches para os filhos.
“É mais uma enorme injustiça social promovida pela incompetência e pelo desnorte do Governo Regional”, considera o CHEGA que já enviou um requerimento ao Governo Regional dos Açores exigindo explicações para o facto de haver “famílias que trabalham, descontam e sustentam o sistema e que vivem hoje desesperadas, sem resposta e sem alternativas. Há pais obrigados a reduzir horários, a faltar ao trabalho e até a abandonar empregos porque simplesmente não têm onde deixar os filhos”.
No requerimento, os deputados querem esclarecer os critérios usados na atribuição de vagas, quantas crianças continuam em lista de espera e quantas dessas crianças são filhas de pais trabalhadores. Além disso, os parlamentares querem saber quantas vagas foram efectivamente criadas desde a gratuitidade das creches, quais os mecanismos de fiscalização existentes e que investimento será feito para aumentar a capacidade de resposta.
“Numa Região com um grave problema demográfico e perda constante de população jovem, os pais trabalhadores são tratados desta forma. Quem trabalha devia ser prioridade absoluta. Mas nos Açores parece que o esforço, o trabalho e o sacrifício valem cada vez menos”, reforça o líder parlamentar do CHEGA Açores.
Para José Pacheco, “esta situação é revoltante” e afirma que “não basta fazer propaganda com creches gratuitas enquanto os pais continuam abandonados à própria sorte”. O líder parlamentar do CHEGA Açores acrescenta que “há famílias a viver um autêntico sufoco enquanto o Governo prefere gastar dinheiro em tachos, favores e guerras políticas”.
O parlamentar conclui que “o CHEGA não aceitará que os filhos de quem trabalha sejam continuamente empurrados para o fim da fila. A prioridade tem de ser dada às famílias trabalhadoras e não à política do facilitismo que destrói o mérito e o esforço”, conclui.
Ponta Delgada, 13 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

