Enquanto milhares de portugueses contam moedas para pagar a prestação da casa, o carro, os combustíveis e a comida, descobre-se agora que o governador do Banco de Portugal — que ganha quase 20 MIL EUROS por mês — teve acesso a financiamento em condições altamente vantajosas no próprio banco que preside.
E o povo?
O povo leva com juros brutais.
O povo aperta o cinto.
O povo trabalha até rebentar para sobreviver.
É sempre a mesma história:
há um país para quem manda…
e outro para quem trabalha.
Legal? Talvez seja.
Mas há coisas que, mesmo sendo legais, são uma vergonha moral e política.
São estas mordomias, estes privilégios de elite e esta sensação constante de “casta protegida” que estão a destruir a confiança das pessoas no sistema.
Depois admiram-se da revolta.
Depois admiram-se que o povo esteja farto.
Depois admiram-se do crescimento do voto de protesto.
O cidadão comum é esmagado pelos bancos.
Os poderosos recebem facilidades do sistema.
UNS SÃO FILHOS.
O POVO É ENTEADO.

