Como é possível que os Açores, uma Região pobre, ultraperiférica e com salários muito abaixo da média europeia, consigam ter combustíveis brutalmente mais caros do que Espanha?
A pergunta é simples. A resposta também:
IMPOSTOS. TAXAS. GANÂNCIA FISCAL.
Enquanto os açorianos fazem contas para conseguir trabalhar, levar os filhos à escola ou ir a uma consulta médica, o Estado continua a arrecadar milhões à custa de quem não tem alternativa senão pegar no carro.
Como se explica que um país vizinho consiga vender gasolina e gasóleo dezenas de cêntimos mais baratos por litro? Será que em Espanha o petróleo é diferente? Será que os espanhóis descobriram combustível milagroso?
Ou será simplesmente porque em Portugal, e também nos Açores, o Estado transformou os combustíveis numa máquina brutal de cobrança fiscal?
A verdade é que:
Pagam os agricultores.
Pagam os pescadores.
Pagam os camionistas.
Pagam as famílias.
Pagam os jovens que precisam do carro para sobreviver numa ilha sem transportes públicos eficazes.
E enquanto o povo aperta o cinto até ao último furo, o Estado continua a engordar os cofres com impostos escondidos em cada litro abastecido.

