Quando abastece o carro, não está a pagar apenas combustível. Está também a pagar impostos. Um deles chama-se ISP — Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos.
Traduzindo para linguagem simples: é imposto em cima do combustível. E depois ainda vem o IVA. Ou seja, o açoriano vai à bomba, leva com a subida do combustível, leva com o ISP e ainda leva com imposto sobre imposto. Bonito serviço.
O Governo Regional diz que está a ajudar com um desconto no ISP:
⛽ Gasolina 95: desconto atual de 3,5 cêntimos por litro
⛽ Gasóleo rodoviário: desconto atual de 4 cêntimos por litro
Mas agora vem a parte que muitos não querem explicar:
Pela margem legal atualmente existente, o desconto podia ir até cerca de:
⛽ Gasolina 95: 39 cêntimos por litro
⛽ Gasóleo rodoviário: 24,3 cêntimos por litro
Ou seja:
👉 Na gasolina, ainda há cerca de 35,5 cêntimos por litro de margem por usar.
👉 No gasóleo, ainda há cerca de 20,3 cêntimos por litro de margem por usar.
Isto significa uma coisa muito simples: o problema não é falta de lei. É falta de vontade política.
Enquanto famílias, trabalhadores, agricultores, pescadores, empresários e transportadores são esmagados pelo preço dos combustíveis, o Governo continua a fazer de conta que já fez tudo o que podia. Não fez.
Fez o mínimo para parecer que fez alguma coisa.
O CHEGA Açores defende uma descida real do ISP, com impacto verdadeiro no bolso de quem trabalha e de quem precisa do carro todos os dias para viver numa Região onde não há alternativas sérias de transporte público.
Baixar os combustíveis não é um favor.
É justiça para quem trabalha, produz e sustenta esta Região.
Há margem legal para baixar muito mais.
O que falta é coragem política.

