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OS IDIOTAS ÚTEIS!

Tornou-se previsível — e, francamente, cansativo — o desfile constante de artigos de opinião contra o CHEGA. É o CHEGA assim, o CHEGA assado; é o vereador que saiu e passou a independente; é o militante A casado com B que alugou casas a imigrantes; é o militante D que, numa qualquer primavera, terá atropelado uma andorinha. A lista é longa e repetitiva. Mais do que crítica política, revela sobretudo uma obsessão.
Pelo caminho, surgem os inevitáveis ex-deputados que ninguém sabe bem como vivem. Curiosamente, pouco antes de terminarem os mandatos, entraram — ao que consta — numa “baixa generosa”. Há também os antigos titulares de cargos relevantes na nação que ficaram mais conhecidos por terem sido apanhados a dormir no Parlamento. Vivem permanentemente à conta da política e raramente se lhes conhece profissão fora dela. Talvez por isso nutram particular hostilidade por quem recusa a linguagem redonda e politicamente correta que, há décadas, vai embalando o discurso público.
Segue-se a categoria dos “intelectuais de pacotilha”. Apresentam-se nos jornais com títulos académicos sonantes, mas raramente se lhes conhece obra ou contributo real para a sociedade. Nunca criaram um posto de trabalho, nunca produziram algo de verdadeiramente útil. Muitos orbitam em torno de instituições dependentes do erário público e cuja principal atividade parece ser consumir recursos dos contribuintes.
Não faltam também os ressabiados. Aqueles que, em tempos, foram militantes — não por convicção, mas porque esperavam encontrar um tacho. Quando percebem que não há tachos para distribuir, transformam-se rapidamente em ferozes detratores do partido. Sentem-se “enganados” e passam a inventar narrativas para atacar dirigentes e militantes. Quando a crítica deixa de lhes bastar, recorrem à calúnia, ao ataque pessoal e à difamação.
Há ainda os jornalistas pouco escrupulosos que, de tanto abusarem da profissão, acabaram por perder mais credibilidade do que os próprios políticos que diariamente atacam. Sob a capa da isenção e da independência, vão moldando a opinião pública ao sabor de quem os sustenta e o povo sabe quem são.
Poderia continuar a enumerar outras categorias de gente que encontrou no ataque ao CHEGA uma espécie de ocupação permanente. Mas deixei para o fim aquela que considero mais reveladora: os chamados idiotas úteis.
Outrora eram conhecidos como lacaios. Eram os que executavam o trabalho sujo dos partidos: angariavam financiamentos pouco claros, manipulavam concursos públicos para beneficiar amigos, trocavam favores ou arranjavam empregos para familiares e conhecidos.
Hoje os tempos mudaram. A justiça tornou-se mais vigilante e o escrutínio público mais apertado. Os novos idiotas úteis já não retiram os benefícios de outrora. Vendem-se por muito menos — por meros “peanuts” — apenas para se sentirem relevantes. Esperam que alguém, lá no topo dos partidos do sistema, repare neles e diga: “Aqui está alguém que teve coragem de falar mal do CHEGA.”
Multiplicam-se nas redes sociais, comentando compulsivamente — em vez de trabalharem — e dedicando-se quase exclusivamente ao ataque. Recebem, de vez em quando, uma palmadinha nas costas, tipo cachorrinho de estimação e convencem-se que estão a demonstrar coragem.
Aos militantes que me perguntam se estes ataques merecem resposta, a conclusão é simples: os cães ladram e a caravana passa.
E um idiota — por mais que se esforce — continuará sempre a ser um idiota.

Francisco Lima
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores

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