No âmbito do debate de urgência sobre “Avaliação Estratégica da Base das Lajes e das suas contrapartidas para a Região”, o líder parlamentar do CHEGA indicou que actualmente aquela infraestrutura ganhou a importância que o CHEGA sempre considerou que tinha. Importância estratégica e central no Atlântico, que deve ser capitalizada em benefício dos Açores e dos Açorianos.
No entanto, José Pacheco lembrou aquilo que foi afirmado pelo Vice-Presidente do Governo Regional, que desde 1995 o acordo precisa de ser revisto. Mas, insistiu, que “o CHEGA não pede que essa revisão seja feita já amanhã”, até porque, os Açores “não têm qualquer peso político” nesta matéria, que é gerida por Lisboa.
“Os centralistas de Lisboa querem mandar em tudo”, reforçou José Pacheco que lembrou que as únicas compensações que os Açores estão a receber da presença americana na Terceira é a actual Lei de Finanças Regionais, que também tem de ser revista.
O parlamentar lembrou, no entanto, que não se pode dizer aos norte-americanos para saírem da Região. “É um absurdo. Querem os chineses? Se assim é, que o digam. Querem os comunistas nos Açores? Do Parlamento já corremos com eles, querem-nos na Base das Lajes?”, questionou.
Dirigindo-se para o PS, José Pacheco questionou onde estava o PREIT – Plano de Recuperação para a Ilha Terceira. “Onde está a implementação do PREIT? O que é que os senhores fizeram? Andaram a prometer aquilo que sabiam que jamais iriam fazer”, declarou o parlamentar.
Apesar da necessidade de respostas às questões levantadas pelo debate de urgência promovido pelo CHEGA, PS e PSD recusaram-se a ir a debate. Houve até um incidente, quando após um compasso de espera para que os deputados se inscrevessem, foi dada a palavra a José Pacheco para encerrar o debate – altura em que o PS pediu a palavra para intervir. Por ser uma situação recorrente, José Pacheco lamentou a falta de cultura democrática e a sobranceria por parte de alguns grupos parlamentares que esperam sempre até ao último minuto para pedirem a palavra. O debate foi mesmo encerrado pelo CHEGA – sem que fosse dado mais espaço para a discussão.
José Pacheco foi bastante crítico àquela situação recorrente, já que “aqui somos todos iguais, não há uns deputados mais importantes do que outros. Estou legitimamente eleito e exijo respeito por mim e pelos meus colegas”.
Depois do alerta, o parlamentar resumiu o que se passa na Base das Lajes: “temos uma casa que arrendamos, mas onde passamos quase tudo para o nome do rendeiro. Por isso, temos de estabelecer regras, exigir à República que a Autonomia seja respeitada. A Autonomia não existe apenas no papel, mas também para termos uma voz activa nos assuntos que dizem respeito aos Açores e ao bom povo Açoriano. E a Base das Lajes é um destes casos”.
Acusando o PS de 24 anos de inoperância e de mentira sobre a Base das Lajes, José Pacheco transmitiu ao Governo Regional que o CHEGA será sempre um aliado para ir à República reivindicar melhores condições e mais representação na mesa de negociações da Base das Lajes.
Horta, 18 de Março de 2026
CHEGA I Comunicação
IMPORTÂNCIA DA BASE DAS LAJES MANTÉM-SE E TEM DE SER CAPITALIZADA
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