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A GUERRA CONTRA OS DITADORES

É quase consensual afirmar que a guerra é sempre condenável. A diplomacia, o respeito pelo direito internacional e pelos direitos humanos deveriam ser sempre o caminho preferível.
Mas essa visão idealista esbarra frequentemente contra uma realidade muito menos confortável: há regimes que simplesmente não respeitam regras.
Quando do outro lado estão ditadores que reprimem brutalmente o seu próprio povo, que financiam organizações terroristas, que manipulam eleições e que ignoram sistematicamente as regras internacionais, a pergunta torna-se inevitável: o que deve fazer o mundo livre?
Esperar? Assistir de braços cruzados?
Durante décadas ouvimos sempre a mesma resposta: esperar pelas decisões da ONU.
A ONU é apresentada como a panaceia para todos os conflitos do planeta. Mas a realidade é bem diferente. O Conselho de Segurança tem cinco países com direito de veto e, na prática, muitas decisões ficam bloqueadas por interesses geopolíticos, alianças estratégicas ou simples cálculo de poder.
Quando se trata de enfrentar regimes autoritários, os discursos sobre direitos humanos desaparecem rapidamente atrás de negociações diplomáticas e jogos de influência.
O resultado está à vista: o mundo tornou-se mais instável, mais perigoso e mais imprevisível.
À frente da ONU está o português António Guterres. Ao longo do seu mandato, multiplicaram-se as guerras – a própria ONU caiu num pântano económico e está falida. Coincidência ou não, onde está Guterres está sempre a má gestão e o “pântano político”.
Recentemente, gerou polémica a mensagem enviada ao Irão por ocasião do aniversário da Revolução Islâmica — uma iniciativa que muitos consideraram profundamente inadequada tendo em conta a repressão violenta de protestos com um registo absurdo de mais de 30.000 mortes.
Enquanto isso, a Europa parece frequentemente perdida entre discursos moralistas e incapacidade estratégica. Muitas vezes nem consegue controlar eficazmente as suas próprias fronteiras, quanto mais enfrentar regimes agressivos ou organizações terroristas.
Neste cenário, há países que continuam a assumir a responsabilidade de enfrentar diretamente essas ameaças.
Os Estados Unidos e Israel estão frequentemente na linha da frente contra organizações terroristas e regimes hostis que desafiam abertamente as regras internacionais.
Nem sempre o fazem de forma perfeita — a política internacional raramente oferece soluções perfeitas. Mas também é verdade que a passividade perante ditaduras e movimentos extremistas tem um preço cada vez mais elevado.
A história mostra que ignorar regimes autoritários raramente traz estabilidade. Pelo contrário: muitas vezes apenas lhes dá tempo para se fortalecerem.
Podemos discordar sobre os métodos.
Podemos discutir estratégias.
Mas uma coisa é impossível negar: fechar os olhos perante ditaduras e terrorismo nunca trouxe paz a ninguém. Basta revisitar a história para concluir que isso nunca deu certo e quem pensa o contrário é ingénuo.
Já ninguém suporta ouvir líderes fracos com discursos redondos e politicamente corretos, como os que vemos por esta Europa fora. Não é com “paninhos quentes” que se combate ditadores sanguinários que odeiam o ocidente, que odeiam a nossa religião, que odeiam a economia de mercado ou que querem mesmo que estados democráticos – como Israel – desapareçam.
Este é o tempo de estar do lado certo da história de apoiar os nossos aliados históricos, de defender o bem contra o mal, de defender as democracias contra as ditaduras.

Francisco Lima
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores

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