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CANCRO NOS AÇORES: QUEM LUTA PELA VIDA NÃO PODE SER OBRIGADO A LUTAR PELAS CONTAS

Neste Dia Internacional da Mulher lembramos também tantas mulheres que enfrentam uma das batalhas mais duras da vida: o cancro. Mulheres que continuam a ser mães, filhas, trabalhadoras e o pilar das suas famílias, mesmo enquanto lutam pela própria saúde.

Receber um diagnóstico de cancro muda a vida de um dia para o outro. Começa uma batalha física e emocional brutal para o doente e para as suas pessoas.

Quando um trabalhador entra em baixa para tratar um cancro, não recebe o seu salário por inteiro.

O subsídio de doença pago pela Segurança Social varia entre 55% e 75% da remuneração. Isto significa que alguém em tratamentos como quimioterapia ou radioterapia pode perder quase metade do rendimento precisamente no momento mais difícil da sua vida.

Nos Açores, todos os anos surgem mais de mil novos casos de cancro, sendo uma das principais causas de morte.

Todos nós conhecemos alguém que luta contra o cancro, ou alguém que infelizmente não conseguiu vencer essa batalha.

Estamos a falar de pessoas que trabalharam, descontaram para a Segurança Social e cumpriram as suas obrigações para com o país.

A doença já tira demasiado.
Não pode também tirar a dignidade.

E enquanto muitas famílias lutam para manter estabilidade durante a doença, o Estado continua a gastar milhões em estruturas, institutos, observatórios, estudos, campanhas e cargos políticos que pouco impacto têm na vida real das pessoas.

O Estado encontra sempre dinheiro para novas estruturas e projetos, mas continua a faltar quando um cidadão luta contra o cancro.

Quando alguém luta contra o cancro, a única batalha deveria ser pela vida, nunca pela sobrevivência financeira!

Lorena Pereira
Deputada Municipal do CHEGA em Ponta Delgada

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