Na última reunião da Assembleia Municipal de Ponta Delgada, a 20 de fevereiro, a deputada municipal do CHEGA, Paula Martins do Vale, fez aquilo que muitos não gostam, mas que é essencial numa democracia: exigiu transparência.
O ponto em causa era a demonstração e o desempenho orçamental de 2025 dos SMAS. Estamos a falar de dinheiros públicos. Do dinheiro das famílias de Ponta Delgada. E, perante a documentação apresentada, ficou claro que a informação era insuficiente para permitir uma decisão responsável, consciente e devidamente fundamentada.
O CHEGA não vota de olhos fechados. Não carimba papéis só porque vêm com o selo do executivo.
Perante esta posição séria e responsável, o Presidente da Câmara optou por atacar. Em vez de esclarecer, colocou em causa a competência da deputada e, indiretamente, de todos os que nela confiaram o seu voto. Disse ter orgulho no trabalho do executivo e sugeriu que a deputada deveria ter ido aos serviços municipais procurar os documentos.
Mas vamos ser claros: desde quando é função dos deputados municipais andar de porta em porta pelos serviços da Câmara à procura de informação? Quando um ponto vem à Assembleia para discussão e votação, a obrigação de apresentar toda a documentação necessária é do executivo. Transparência não é favor. É dever.
O CHEGA Açores tem uma posição simples e firme: quando estão em causa dinheiros públicos, a responsabilidade vem primeiro. Se não há informação suficiente, não se valida. Na dúvida, não se aprova.
Na sua intervenção, Paula Martins do Vale respondeu com serenidade e firmeza: o CHEGA orgulha-se do trabalho de fiscalização exigente que os seus eleitos desempenham. Os deputados municipais não estão na Assembleia para levantar o braço. Estão para questionar, escrutinar e exigir respostas. Essa é a essência do mandato que lhes foi confiado.
Questionar não é atacar. É cumprir o dever. E quem governa tem de estar preparado para responder.
Os eleitores de Ponta Delgada têm o direito de saber como está a ser executado o orçamento e onde está a ser aplicado cada euro. O tempo da política opaca tem de acabar. Transparência, rigor e respeito pelo contribuinte não são slogans — são princípios.
E o CHEGA continuará a cumpri-los, custe a quem custar.

