A má gestão na saúde agrava-se e “quanto mais dinheiro se lhe atribui, a percepção que se tem é que a saúde nos Açores está pior”, reclama o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, no âmbito do debate sobre saúde e segurança social.
Relativamente ao serviço de hemodiálise, que se prevê que deixe de funcionar no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) para ser privatizado, José Pacheco entende que se trata de um “sapato à medida”. “Não expandir o serviço de hemodiálise público que existe, para dar prioridade a um centro de hemodiálise privado, que até tem relações familiares com a Presidente do HDES, para isso não contem com o CHEGA”, reforçou.
Já em relação às listas de espera, José Pacheco lembrou que há três anos que o CHEGA espera que seja implementado o cheque-saúde, que foi aprovado no Parlamento, mas não saiu do papel. “Continuamos a pôr, todos os anos, a verba para o cheque-saúde no Orçamento, mas três anos depois, o cheque-saúde está na gaveta”, especificou o parlamentar que lembrou que esta medida seria uma forma de resolver as listas de espera. “Aliás, nem daria hipótese dos doentes ficarem à espera, porque teriam logo a solução de, através de uma convenção, irem para o privado”, explicou.
Quanto à prevenção das toxicodependências, o líder parlamentar do CHEGA afirmou que nada tem sido feito pelo Governo Regional, nem mesmo o Plano de Prevenção às Toxicodependências se conhece, nem se sabe o que vai ser feito, nem quanto vai custar em termos de investimento da Região. José Pacheco argumentou que o combate às toxicodependências não pode passar por abrir “casas de chuto”.
Também em relação ao hospital modular, José Pacheco lembrou que essa seria uma solução temporária para ultrapassar a falta de urgência no HDES devido ao incêndio, no entanto, “está a transformar-se numa solução permanente e será um poço sem fundo com dinheiro dos contribuintes com um péssimo serviço e que se irá agravar mais”, concluiu.
Horta, 25 de Novembro de 2025
CHEGA I Comunicação

