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QUANDO O ESTADO FALHA, A SOCIEDADE É QUEM PAGA

Longe vão os tempos em que nos Açores, se podia sair do carro e deixá-lo destrancado, em que as portas de casa tinham a chave na fechadura, em que se andava descontraído e sem medo de que alguém nos pudesse roubar a carteira ou outro qualquer pertence.

A ideia que muitos têm dos Açores é a de um lugar pacífico, afastado da agitação das grandes cidades, onde a vida decorre a um ritmo tranquilo. No entanto, seria ingénuo negar que também aqui a insegurança se tornou uma preocupação real e crescente, principalmente nas ilhas com maior densidade populacional.

Na ilha de São Miguel, por exemplo, já são demasiados os casos de roubos, agressões, actos de vandalismo e consumo de drogas, em particular, a sintética.

O que antes parecia ser uma realidade distante, agora é comentado nas ruas, nos cafés, nas escolas e até em casa. Há um sentimento crescente de insegurança e que não se resume apenas aos números oficiais: ele instala-se quando as pessoas começam a ter medo de sair à noite, quando evitam certos locais ou quando passam a viver desconfiadas até dos próprios vizinhos.

A insuficiência de meios policiais e judiciais nos Açores, onde muitas vezes a presença da autoridade é esporádica e incapaz de dar resposta rápida a situações de violência ou criminalidade, é um dos factores que leva a este aumento da criminalidade, a juntar à falta de punidade para quem prevarica.

Enquanto o sistema judicial não punir severamente quem comete tais actos contra a sociedade, não estaremos no tal paraíso que todos ambicionamos.

É preciso recuperar a ordem. E isso só se faz com mais efectivos policiais, com mais meios no terreno e com leis firmes que não tratem os criminosos como vítimas, mas como responsáveis pelos seus actos. O CHEGA defende tolerância zero para quem vive à custa do medo dos outros.

O Estado tem de dar uma resposta séria e integrada. É urgente o reforço da presença policial, é urgente políticas sociais que deem perspectivas de futuro aos jovens, programas de prevenção do consumo de drogas e, sobretudo, uma aposta forte na educação. É preciso prevenir. Mais do que remediar, é urgente construir comunidades activas, coesas e participativas.

Os açorianos merecem andar nas ruas sem medo, ter confiança de que a lei é cumprida e sentir que o Estado está do seu lado e que não está a falhar. Não basta discursos nem promessas vãs: é preciso acção firme e o CHEGA Açores está comprometido com essa luta!

Olivéria Santos
Deputada do CHEGA Açores

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