José Pacheco, Presidente do CHEGA Açores, lançou um apelo direto ao Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita: que os agricultores Açorianos, mais uma vez, deem um exemplo de grandeza e solidariedade para com os agricultores nacionais que, neste momento, vivem o drama cruel dos incêndios que devastam o país.
Todos pensamos nas famílias que perderam as suas casas, mas não podemos esquecer os animais, o gado, as culturas e as explorações agrícolas que são o pão de cada dia de milhares de portugueses. Quando a terra arde, não desaparece apenas a produção, desaparece o sustento de famílias inteiras, desaparece o esforço de anos, desaparece o coração agrícola de Portugal. Este é um drama humano, social e económico que exige união.
Os agricultores Açorianos já provaram no passado que sabem estar à altura dos grandes desafios. Em momentos de crise no continente, mostraram-se solidários, generosos e dispostos a ajudar quem precisa. Hoje, mais do que nunca, os Açores devem ser terra de apoio e de esperança, provando que não estamos isolados no meio do Atlântico, mas sim ligados pelo sangue e pelo coração a todo o povo português.
Jorge Rita já assegurou a José Pacheco a total disponibilidade para, dentro das possibilidades materiais e financeiras, mobilizar os agricultores Açorianos nesta missão de solidariedade. Do lado do CHEGA Açores, José Pacheco garantiu empenho absoluto para que esta campanha chegue de facto às mãos de quem perdeu tudo. “Esta não é uma missão para políticos, mas para os agricultores que sabem na pele o que custa trabalhar a terra e vê-la destruída em poucas horas”, afirmou o líder do CHEGA Açores.
A verdadeira união nacional vê-se nestes momentos. Quando uns caem, outros ajudam a levantar. Quando a terra arde no continente, os Açores não podem virar costas. Porque a solidariedade não conhece fronteiras dentro de Portugal. E é nas horas mais duras que se revela a grandeza de um povo.

