Os problemas ao nível da habitação, da saúde, dos transportes aéreos, dos transportes marítimos, mas também o diferencial fiscal e a burocracia, são reais e causam elevados transtornos e prejuízos a toda a Região.
Numa interpelação ao Governo Regional sobre o estado da Região, José Pacheco lembrou que a falta de habitação tem sido uma das lutas e reivindicações do CHEGA, mas que as soluções efectivas teimam em não chegar.
O mesmo acontece em relação aos transportes aéreos, nomeadamente à SATA, e também à elevada carga de impostos, que têm sido temas que têm regressado ao debate diário na Região pela mão do CHEGA. Tal como aconteceu com o apoio à natalidade, “que não se irá resolver com imigração, mas com um apoio efectivo à natalidade, fixando os nossos jovens e famílias nas zonas rurais, e dando prioridade para os filhos de quem trabalha nas creches, que foi conseguida pelo CHEGA apesar dos ataques vis que recebemos”, declarou José Pacheco.
A deputada Olivéria Santos direccionou a sua intervenção para a saúde, nomeadamente para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada. A parlamentar quis saber que investimentos e melhorias tem o Governo Regional programados para o maior hospital da Região, quando já passou mais de um ano desde o incêndio de Março de 2024.
Olivéria Santos ressalvou que “estamos a falar da saúde de todos os Açorianos, do maior hospital dos Açores, das condições de trabalho de todos os que lá trabalham, e é preciso resolver este problema, sem mais demoras”.
Já o deputado Francisco Lima reconheceu que em muitas áreas a Região não está bem, mas criticou o Bloco de Esquerda por fazer ataques ideológicos ao Alojamento Local e ao diferencial fiscal existente na Região, pois enquanto o Bloco de Esquerda “defende a subida de impostos está a atacar os pobres e não os ricos”.
Relativamente ao Alojamento Local, Francisco Lima recordou que, em 2023, deu um contributo de 350 milhões de euros para o PIB da Região e 3,4% para o emprego. Francisco Lima criticou o Bloco de Esquerda por defender a ocupação ilegal de casas, algo inconcebível num estado de direito democrático. E, terminou, dizendo que o Bloco de Esquerda identificou os males, mas o que recomendou seria ainda pior para a Região.
O deputado José Paulo Sousa orientou a sua intervenção para os transportes marítimos. O parlamentar indicou que os mesmos “são cruciais” para diminuir os prejuízos dos empresários dos Açores, mas sem uma resposta viável para melhorar a economia regional.
Um problema que se alastrou a todo o arquipélago, com a falta de regularidade e de previsibilidade dos transportes marítimos, que tem colocado em causa o crescimento económico da Região.
Horta, 8 de Julho de 2025
CHEGA I Comunicação

