O Grupo SATA registou, em 2024, um prejuízo acumulado de 82,8 milhões de euros, com a Azores Airlines a totalizar um resultado líquido negativo de 71,2 milhões de euros, enquanto a SATA Air Açores acumulou um resultado líquido do exercício negativo de 11,6 milhões de euros.
Os resultados negativos motivaram um requerimento do Grupo Parlamentar do CHEGA Açores, que quer perceber a causa dos prejuízos que se vão acumulando no Grupo SATA, principalmente na Azores Airlines que tem registado – ano após ano – avultados resultados negativos.
No requerimento enviado hoje à Assembleia Legislativa Regional, os parlamentares querem ter acesso aos resultados operacionais e financeiros de cada uma das empresas do Grupo SATA referentes a 2024, mas também pedem os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2025.
No requerimento, usando dados fornecidos pela própria companhia aérea, os deputados do CHEGA indicam que no ano passado houve um aumento da capacidade disponibilizada, assim como se registou um aumento de passageiros transportados e da taxa de ocupação média. No entanto, os resultados negativos acumulam-se, daí pretenderem os deputados saber o detalhe das contas.
No requerimento, os parlamentares questionam também quais as rotas que não foram viáveis e que contribuíram para os resultados negativos do Grupo, em 2024, e quais as rotas que apresentaram resultados positivos no ano passado. Quer para as rotas deficitárias, quer para as rotas excedentes, os parlamentares querem saber o que vai o Conselho de Administração fazer perante as mesmas.
“O CHEGA já há muito tempo que defende que a Azores Airlines é um activo tóxico para os Açores. É a empresa do universo SATA que mais prejuízo dá ao Grupo, é a empresa que faz experiências com rotas que se revelam ruinosas e o CHEGA Açores pretende perceber como se chega a este acumular de prejuízos”, refere o líder parlamentar do CHEGA Açores.
Para José Pacheco, “temos de perceber como é que a SATA aumentou a capacidade nos aviões, transportou mais passageiros e a taxa de ocupação média também aumentou, mas as empresas acabaram o ano a dar prejuízo. Isto tem de ser explicado aos Açorianos”.
Este requerimento surge na sequência de um debate de urgência – que o CHEGA vai promover na próxima sessão plenária de Julho – que vai incidir sobre a situação financeira da Azores Airlines, sobre a viabilidade da empresa e sobre o processo de privatização.
Ponta Delgada, 11 de Junho de 2025
CHEGA I Comunicação

