O deputado Francisco Lima lembrou hoje que ao longo de 27 anos, as Termas do Varadouro, na ilha do Faial, foram sendo alvo de várias promessas políticas dos Governos do PS e da AD, mas tal não passou disso mesmo: promessas.
Durante a intervenção a propósito de uma petição que “recomenda ao Governo a recuperação urgente das Termas do Varadouro”, Francisco Lima lembrou que em todo o processo, ao longo de 27 anos, matematicamente, “o PS tem 81,5% de culpa e a coligação tem 18,5% de culpa”, mas politicamente são ambos culpados, pois os dois partidos não conseguiram fazer nada ao longo de todo este tempo.
Além disso, acrescentou, tal como foi indicado em sede de Comissão, “um problema técnico não permite novas construções naquele local, o que vai limitar e muito o potencial de investimento” naquela estrutura, tendo em conta o parecer das entidades competentes.
O parlamentar recuou no tempo para lembrar que já em 1999 o Governo Socialista anunciou, a título de propaganda, um plano de recuperação das Termas do Varadouro, transitando depois o processo para a empresa Ilhas de Valor que manteve a gestão da infra-estrutura até 2011 sem nada fazer até passar a gestão para a Câmara da Horta que ao fim de apenas três meses passou para a SPHRI, “esta empresa fantástica que deixou aos Açorianos 167,4 milhões de euros de dívida em que mesmo após ser extinta quase todos os seus administradores foram constituídos arguidos”.
Francisco Lima lembrou também que o então deputado do PSD Luís Garcia, dizia em 2019 que “era incompreensível que não se aproveitasse aquele recurso”. Mas o certo é que apesar de o PSD governar os Açores desde 2010 nada se fez até hoje a não ser estudos e mais estudos.
Daí que o parlamentar tenha sérias dúvidas se “os privados irão ter interesse em investir, quando a Câmara Municipal da Horta tem de fazer investimentos e a Câmara do Comércio da Horta, o Governo Regional e a Câmara Municipal não se entendem”. Neste sentido, e porque o investimento a fazer será demasiado elevado, apesar dos benefícios que aquelas águas termais possam ter, o CHEGA entende que os partidos do sistema – PS e PSD – não estão a falar a verdade aos Faialenses e tem dúvidas que se faça algo.
O deputado Francisco Lima terminou a sua intervenção aludindo a um estudo que recomenda transformar a infraestrutura num museu e exortou o Governo Regional a denominar o museu de “Museu das Obras de Santa Engrácia”, querendo com isto dizer que é uma obra sem fim à vista.
Horta, 4 de Junho de 2025
CHEGA I Comunicação

