Nas últimas semanas, todos sentimos na pele o problema de não conseguir sair ou voltar das nossas ilhas com facilidade. Os voos estão cheios, não há lugares suficientes.
Já se imaginava que seria assim, aconteceu noutros anos, mas este ano, começou mais cedo e com muito mais impacto.
Açorianos estão a perder consultas, exames médicos, tratamentos importantes, que algumas pessoas já esperavam há meses e, no fim, não conseguem viajar para tratar da sua saúde. Isto não é aceitável. Estamos a ser privados de um direito básico que é o acesso à saúde.
E a verdade é esta: só temos uma companhia a voar entre as ilhas. Uma empresa pública. Uma empresa que existe para nos servir.
Actualmente, essa empresa não está a conseguir responder às necessidades dos Açorianos, principalmente nesta altura em que a procura por parte do turismo aumentou tanto. E que bom que o turismo está a crescer. É sinal de vida, de economia, de oportunidades, mas esse crescimento tem de vir acompanhado de um reforço equiparado na capacidade de transporte, evitando este impacto tão negativo para quem cá vive.
O que temos agora é um desequilíbrio enorme. A procura é muito maior do que a oferta, e com isto estamos a ficar para trás. Esta situação gera descontentamento, e até um certo estigma e ressentimento — injusto — contra quem nos visita, quando a culpa não é deles, mas da forma como se gere o crescimento acentuado do turismo que vivemos.
Nós queremos turismo. Queremos crescer. Mas queremos crescer com equilíbrio.
Temos pensado em várias soluções: mais aviões, voos extra, ACMI´s… Tudo válido, sim, mas levam tempo a implementar.
A única medida com impacto imediato é reservar uma parte dos lugares em cada voo só para residentes, até pouco antes da partida.
Sei que isto vai contra a lógica de mercado. Mas temos de ser claros: não estamos a falar de uma empresa privada qualquer. Estamos a falar de uma empresa pública. Uma empresa que existe para garantir o direito à mobilidade de todos os Açorianos. E quando a única alternativa disponível não está a cumprir essa missão, o Governo tem de agir.
Esta medida não é contra ninguém. É a favor dos Açorianos. É a favor da nossa saúde, da nossa dignidade e do nosso direito a viver com qualidade nas nossas ilhas.
José Paulo Sousa
Deputado do CHEGA Açores
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SATA TEM DE GARANTIR MOBILIDADE EFECTIVA DOS AÇORIANOS INTER-ILHAS
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