O CHEGA sempre se mostrou ao lado das Associações de Bombeiros dos Açores, reconhecendo-lhes a importância vital para a segurança e bem-estar dos Açorianos e contribuindo para a melhoria das condições de trabalho daqueles profissionais.
É neste sentido que o CHEGA Açores se associa a um Projecto de Resolução, apresentado pelo PAN, para que sejam realizador protocolos com as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários para transporte de doentes não urgentes, uma vez que o valor pago por quilómetro às corporações não é suficiente para fazer face aos custos.
“Principalmente, em São Miguel, este tem sido um problema. Enquanto a Unidade de Saúde de Ilha já actualizou este valor, o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) teima em não actualizar este valor. O que tem trazido muitos problemas de tesouraria às corporações de bombeiros”, revelou a deputada Olivéria Santos.
A parlamentar argumentou com queixas das Associações Humanitárias, nomeadamente da Ribeira Grande que “está a perder cerca de sete mil euros mensais de receitas, porque o preço por quilómetro do transporte de doentes não urgentes por parte do HDES, não é um valor justo”, e também de Ponta Delgada que, em Janeiro, só a prestação deste serviço, representou uma perda de receita de 39 mil euros.
“São valores insuportáveis”, garante a parlamentar que diz não entender a discriminação entre a Unidade de Saúde de Ilha de são Miguel e o Hospital de Ponta Delgada.
“Desde 2014, que o valor pago pelo HDES é de 0,65 € por quilómetro, enquanto a Unidade de Saúde de Ilha está a praticar, actualmente, 0,90 € por quilómetro e, em 2026, pagará 0,95 €”, explicou Olivéria Santos, para quem este diploma vem resolver esta discriminação.
Também a deputada Hélia Cardoso quis saber qual a base de cálculo de 0,91€ por quilómetro pago para o transporte de doentes não urgentes.

