A deputada Olivéria Santos voltou a reforçar a posição do CHEGA face à introdução dos manuais escolares digitais nas escolas da Região. A propósito de uma petição “pelo regresso à utilização dos manuais em papel e utilização dos tablets e computadores como recurso de apoio”, a parlamentar disse que o CHEGA partilha das preocupações da petição e que vai mais além: “nem sequer somos pelo uso das duas ferramentas na sala de aula. Para o CHEGA, ficávamo-nos pelo regresso dos manuais em papel. A dualidade de manuais digitais e manuais físicos não faz sentido, não é exequível e pode criar confusão e até desigualdades”.
Olivéria Santos explicou que havendo apenas as duas possibilidades nas aulas, os pais têm de comprar os manuais físicos e nem todos podem ter capacidade financeira para o fazer. Há também os pais que não têm competências digitais. “Como vão os pais ajudar nos trabalhos de casa?”, questionou.
A parlamentar reforçou que o CHEGA “não vê com bons olhos os manuais digitais nas escolas, principalmente quando queremos que os jovens se desliguem das tecnologias, estamos a dar mais uma ferramenta para ficarem ainda mais dependentes. Não é uma medida razoável e não é o caminho”, explicou.
Também a propósito de um Projecto de Resolução, apresentado pelo Bloco de Esquerda, para a “promoção do uso saudável de tecnologias nas escolas”, Olivéria Santos reforçou que o ideal é regressar aos manuais físicos nas salas de aula. “Não quer dizer que haverá apenas manuais físicos, o que dizemos é que essas ferramentas não podem ser só tecnológicas”, reforçou a parlamentar que indicou que vários profissionais, pais e até alunos, têm opinião contra os manuais digitais.
A parlamentar criticou a proposta do BE por “querer dar tudo a todos. Além dos tablets serem de graça, agora damos também os livros de graça. Paga Estado, esse saco não tem fundo”, frisou ao incitar o Governo Regional a olhar para o exemplo de outros países – que regrediram na decisão de implementar os manuais digitais nas escolas – e a recuar nessa decisão.
“Temos de proteger os nossos alunos, os nossos jovens, das distrações associadas aos dispositivos electrónicos. Até os telemóveis deviam ser proibidos no recinto escolar e congratulamos as escolas que avançaram com essa decisão”, afirmou a parlamentar.
E concluiu: “por muito que estes dispositivos estejam enraizados na nossa sociedade e no nosso quotidiano, não os vamos também enfiar dentro das salas de aula”.
Horta, 16 de Outubro de 2024
CHEGA I Comunicação
MANUAIS ESCOLARES DIGITAIS NÃO SÃO UMA MEDIDA RAZOÁVEL, REFORÇA O CHEGA
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