Foi este o tom da declaração política do deputado do CHEGA, José Paulo Sousa, que destacou os problemas dos transportes marítimos em todas as ilhas dos Açores, com particular ênfase na ilha das Flores.
“A situação é insustentável e exige medidas urgentes e eficazes”, referiu o parlamentar que deu o exemplo da carga destinada à ilha das Flores que “tem de ser entregue oito dias antes de sair de Lisboa e, quando chega a São Miguel, na maioria das vezes, devido à falta de organização e até de responsabilidade, não consegue fazer o transbordo para seguir para a nossa ilha a tempo e horas”.
Atrasos constantes que provocam uma “perda colossal de produtos perecíveis”, causando prejuízos enormes aos empresários “que já lidam com uma economia frágil”. Mas que implica também “um enorme transtorno social para os trabalhadores, pois semana de barco é semana de trabalhar Sábado e Domingo, porque nunca cumprem com a chegada à Quinta-feira, como a Senhora Secretária havia prometido. Perante estas falhas sistemáticas, temos os trabalhadores desanimados e irritados e os empresários a caminho da falência”.
José Paulo Sousa falou ainda na “falta de compromisso” para com os Florentinos, que prevêem que o próximo Inverno seja novamente de desespero por falta de produtos. “O problema dos transportes nos Açores é uma autoestrada de dois sentidos, mas ambos levam ao precipício”, ressalvou ao afirmar que não só a chegada de produtos à ilha é difícil, como a exportação “está condenada ao fracasso”.
Um caminho de empobrecimento que leva ao desastre económico e social, que se agrava ainda mais com os custos dos transportes marítimos nos Açores, “nomeadamente da carga marítima, que é um abuso, fruto de uma vergonhosa cartelização dos preços, feito à vista de todos perante a apatia do Governo Regional dos Açores e da autoridade da concorrência que não faz o seu trabalho”, acusou o deputado.
Mas o problema dos transportes marítimos não afecta só as Flores e o parlamentar elencou as várias denúncias que têm sido enviadas ao CHEGA em relação às ilhas do Pico, Faial e São Jorge, com “barcos avariados e sem condições, que impossibilitam a regularidade e até a previsibilidade do abastecimento das ilhas do Triângulo”.
Na Terceira, Santa Maria e Graciosa a exportação também está seriamente comprometida. “Estamos a estrangular os poucos empresários que ainda persistem nestas ilhas abandonadas à sua sorte e rodeados de problemas por todos os lados”, ressalvou o parlamentar que incita o Governo Regional a ser mais interventivo e com medidas corajosas.
Horta, 11 de Setembro de 2024
CHEGA I Comunicação

