As filarmónicas não são apenas agrupamentos musicais. São escolas de cidadania, são berços de talento, são o coração pulsante de muitas freguesias, especialmente no mundo rural, onde tantas vezes falta quase tudo, menos a vontade de fazer mais e melhor.
Estas coletividades cumprem um papel insubstituível: formam jovens, transmitem valores, unem gerações e mantêm viva a alma das nossas tradições. São elas que dão música às festas, que elevam o nome da freguesia além-fronteiras, que resistem ao abandono e ao esquecimento.
Ignorar as nossas filarmónicas é virar costas à nossa história. É empurrar para o silêncio aquilo que nos distingue enquanto povo.
Proteger as nossas filarmónicas é proteger a alma dos Açores. É lutar por aquilo que somos. É não deixar morrer o que ainda nos une.
Temos de salvar o melhor que a nossa terra tem!

