InícioParlamentoAGRICULTORES AÇORIANOS ESTÃO FARTOS DE SEREM ILUDIDOS

AGRICULTORES AÇORIANOS ESTÃO FARTOS DE SEREM ILUDIDOS

Depois de ter sido anunciado pelo então Governo socialista de António Costa um apoio extraordinário aos agricultores para fazer face aos sobrecustos causados pela Guerra na Ucrânia, veio a saber-se que os agricultores Açorianos ficariam de fora desta medida. Foi então que o social-democrata Luís Montenegro garantiu que os agricultores Açorianos iriam receber uma parte dos apoios anunciados. Certo é que os apoios nunca chegaram aos bolsos dos agricultores Açorianos e, agora, o Ministro da Agricultura diz que não é possível transferir esta verba.

O CHEGA critica fortemente esta posição de José Manuel Fernandes, lembrando que a verba esteve inscrita no Orçamento de Estado de 2026, contrariando o Ministro que afirma que os apoios caducaram em 2024 – não podendo, por isso, ser pagos.

O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, considera grave que o Governo da República procure justificar a não transferência dos 23 milhões de euros com outros apoios atribuídos à Região, nomeadamente os rateios do POSEI, quando se trata de verbas com enquadramentos e finalidades distintas.

“É absolutamente inadmissível! Estamos a falar de 23 milhões de euros que foram inscritos no Orçamento do Estado, aprovados na Assembleia da República e destinados a compensar os agricultores Açorianos pelos enormes custos que tiveram de suportar. Agora, o Ministro vem dizer que afinal não vai pagar? Então, para que serve aprovar um Orçamento do Estado se depois o próprio Governo decide não cumprir aquilo que lá está escrito?”, questiona o parlamentar.

O líder parlamentar do CHEGA Açores não esconde a indignação perante aquilo que considera ser mais um episódio de desconsideração pelos Açores e por quem trabalha no sector agrícola. “Os agricultores não vivem de promessas, não pagam as rações com discursos e não compram fertilizantes com justificações políticas. Têm contas para pagar, trabalhadores para sustentar e explorações para manter. Estes 23 milhões de euros não são uma oferta nem um favor do Governo da República. São apoios que foram previstos e que os agricultores Açorianos esperam receber”, afirma.

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