InícioParlamentoCENTRALIDADE DOS AÇORES NÃO PODE SER APENAS UM MANIFESTO DE INTENÇÕES

CENTRALIDADE DOS AÇORES NÃO PODE SER APENAS UM MANIFESTO DE INTENÇÕES

A propósito da proposta, da IL, “pela valorização da centralidade dos Açores na arquitectura e defesa Euro-Atlântica” – que acabou aprovada – o CHEGA entende que a importância estratégica do arquipélago tem de representar investimento concreto, desenvolvimento económico e benefícios palpáveis para os Açorianos.
O deputado Francisco Lima ressalvou que foram tidos em conta os pareceres e contributos recebidos em sede de comissão, no entanto questionou os resultados práticos do diploma. “É sempre bom gritarmos alto e dizermos que somos importantes. Mas a pergunta que temos de fazer é muito simples: quem é que vai pôr lá o dinheiro? E, acima de tudo, esse dinheiro vai chegar aos Açorianos? Vai haver desenvolvimento para a nossa Região?”, questionou.
É que, o deputado entende que não basta reconhecer a centralidade dos Açores, quando continuam por resolver problemas concretos na Região, como por exemplo, “os cabos submarinos já estão obsoletos e ninguém resolve, o Acordo das Lajes já não é revisto há anos, apesar de termos trazido aqui uma proposta nesse sentido e terem chumbado porque não era oportuno”.
Na prática, reforça Francisco Lima, já existem teses de mestrado e de doutoramento sobre o assunto – a centralidade dos Açores – precisando agora de se passar da teoria à prática e “não precisamos apenas de mais um manifesto de intenções, precisamos de investimento, de decisões políticas e de resultados”.
Apesar de concordar com a iniciativa, o CHEGA refere que agora se corre o risco da iniciativa acabar por ficar esquecida em Lisboa, sem consequências práticas para a Região. “A República pode simplesmente pôr esta proposta na gaveta. E nós não podemos continuar a contentar-nos com discursos sobre a importância estratégica dos Açores enquanto os investimentos não chegam e os problemas permanecem por resolver”, concluiu ao afiançar que a importância dos Açores tem de se traduzir em benefícios para os Açorianos.

Horta, 22 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

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