InícioParlamentoJÁ CHEGA DE FALÁCIAS E CONVERSA FIADA!

JÁ CHEGA DE FALÁCIAS E CONVERSA FIADA!

Como diz o povo, «Palavras, leva-as o vento!»

Não basta enaltecer a centralidade estratégica dos Açores se tudo não passar de um manifesto de boas intenções. A verdadeira centralidade não se proclama em discursos: conquista-se com mais verbas, mais investimento, mais oportunidades e uma vida melhor para os açorianos.

O projeto de resolução sobre a centralidade dos Açores, aprovado com os votos favoráveis do CHEGA, cumpre um primeiro propósito: afirmar a importância estratégica da nossa Região.

Mas não basta afirmar a centralidade dos Açores no papel. É preciso fazê-la valer na prática!

Agora, cabe aos responsáveis políticos regionais e nacionais fazerem a sua parte, defendendo, sem hesitações nem ambiguidades, os legítimos interesses dos Açores.

E essa defesa tem de começar dentro de portas, perante um centralismo da República que, demasiadas vezes, tem sido mais um obstáculo do que uma ajuda à afirmação dos Açores no contexto nacional e internacional.

Não podemos continuar refugiados em palavras bonitas, teses académicas e falácias políticas que nunca se traduzem em ações concretas.

Os açorianos estão fartos de conversa fiada. Fartos de discursos solenes, de promessas repetidas e de comitivas de políticos que consomem recursos públicos em viagens e deslocações cuja utilidade prática e cujos resultados concretos raramente são demonstrados.

A centralidade dos Açores não pode servir de pretexto para passeatas políticas, nem de bandeira para discursos que não deixam resultados.

É tempo de acabar com a retórica barata e falar do que verdadeiramente interessa.

Por exemplo, onde estão os recursos financeiros que deveriam beneficiar os Açores e os açorianos?

É legítimo questionar o papel de instituições como a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), a forma como aplica os seus recursos e os benefícios efetivos que daí resultam para a nossa Região.

Quanto é efetivamente investido no desenvolvimento dos Açores? Quanto custa a estrutura administrativa? Quanto é gasto em remunerações dos seus órgãos dirigentes? E quanto chega, de facto, aos açorianos?

O desenvolvimento não pode ser apenas o nome de uma fundação, nem pode servir para alimentar cargos e estruturas de influência política. Tem de produzir resultados concretos para as populações.

Os açorianos não precisam de mais proclamações sobre a importância da sua terra. Precisam que essa importância seja reconhecida em decisões, investimentos e políticas que melhorem a sua vida.

Porque a centralidade que não se traduz em benefícios para os açorianos não passa de uma palavra bonita num discurso vazio.

Já chega de falácias e conversa fiada! Menos discursos, menos passeatas, menos propaganda. Mais respeito pelos Açores, mais investimento e mais resultados para os açorianos!

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