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CHEGA ACUSA GOVERNO DE DEIXAR TURISMO À DERIVA E SEM ESTRATÉGIA PARA O FUTURO

O assunto tem sido bastante debatido nos últimos meses, já que o turismo tem vindo a cimentar a sua importância na economia dos Açores. No entanto, a falta de um verdadeiro Plano Regional de Turismo, leva o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, a acusar o executivo de não haver uma estratégia clara para garantir a sustentabilidade, a competitividade e o crescimento do turismo nos Açores.

A propósito de um debate de urgência sobre “políticas públicas de incentivo ao turismo”, José Pacheco reforçou que é preciso pensar o turismo a médio/longo prazo, com medidas concretas, que não se pode continuar a viver apenas de eventos no Verão, devendo apostar-se na diversificação da promoção turística, principalmente em eventos com potencial retorno económico.

“No Inverno não temos eventos que chamem turistas. Por exemplo, não se promove o Carnaval da Ilha Terceira que é tão genuíno. Deixou-se de apoiar o Azores Rally que ajudava na época baixa. Temos de avaliar o retorno dos investimentos que são feitos: investir um milhão de euros no Azores Rally se calhar é melhor do que gastar um milhão de euros na BTL. E, já agora, fazia-se um estudo sobre o retorno do milhão de euros que é dado ao Santa Clara”, afirmou.

Mas também se deve estimular o mercado nacional, para que possam visitar os Açores a preços mais acessíveis. José Pacheco apontou duas soluções que o CHEGA irá apresentar em breve na Assembleia Legislativa Regional.

“Não é normal alguém pagar 800 ou 900 euros para vir aos Açores. Isto é um roubo para quem nos quer visitar”, afirmou José Pacheco, lembrando que o CHEGA já apresentou uma queixa à Autoridade da Concorrência sobre os elevados preços das passagens aéreas.

Neste sentido, o CHEGA vai apresentar uma tarifa nacional, que permita um preço mais acessível para os continentais visitarem os Açores. Outra solução passa pela criação de uma tarifa inter-ilhas para visitantes, “para que o turista possa visitar outra ilha, mas com um preço mais simpático. Atenção que não são os reencaminhamentos, que só nos davam despesa e eram ilegais. Queremos uma tarifa mais acessível para um turista que queira visitar outra ilha durante a sua viagem”.

Para José Pacheco, os apoios públicos ao turismo também têm de ser acompanhados de responsabilidade, pois “quem investe num negócio tem de assumir os riscos. Não podemos continuar a dar tudo a todos e depois pedir mais dinheiro do Governo quando as coisas correm mal. Os Açores precisam de planeamento, estratégia e resultados, não de medidas avulsas sem uma visão”, concluiu.

Horta, 22 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

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