O CHEGA Açores quer saber quantas viagens oficiais foram realizadas, desde 2024, pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelo Director Regional das Comunidades, José Andrade, quanto custaram aos contribuintes Açorianos e quais os resultados concretos dessas deslocações para a Região.
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional, o CHEGA exige a divulgação detalhada de todas as deslocações realizadas ao estrangeiro, a Portugal Continental e entre as ilhas dos Açores, incluindo destinos, datas, duração, despesas e composição das comitivas. O objectivo é perceber qual o resultado efectivo dessas deslocações e o que representa em termos práticos para os Açores.
Os deputados do CHEGA sublinham que não está em causa a importância dos contactos com as comunidades Açorianas espalhadas pelo mundo, cujo contributo para a identidade, cultura e promoção da Região é fundamental. No entanto, há que perceber quantos investimentos foram concretizados, que negócios foram criados, que protocolos produziram resultados e que benefícios reais chegaram aos Açores e aos Açorianos, depois destas deslocações.
Neste sentido, os parlamentares querem conhecer os encargos com passagens aéreas, alojamento, refeições, ajudas de custo e transportes, bem como identificar todos os acompanhantes, incluindo assessores, dirigentes, jornalistas e outros convidados cujas despesas tenham sido suportadas por entidades públicas.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, “as nossas comunidades merecem todo o respeito e atenção. Não questionamos a importância de manter esses laços. Mas uma coisa é representar os Açores e outra é gastar dinheiro público sem que os Açorianos conheçam os custos e os resultados”.
O líder parlamentar do CHEGA considera que, numa Região confrontada com dificuldades financeiras e com tantas necessidades por satisfazer, o Governo Regional tem a obrigação de demonstrar que os recursos públicos são utilizados com responsabilidade e que as deslocações institucionais obedecem a objectivos concretos.
O CHEGA não pretende desvalorizar o trabalho desenvolvido junto da Diáspora, mas exige que o Governo Regional apresente informação rigorosa, documentada e discriminada sobre as viagens realizadas desde Janeiro de 2024.
“Não estamos a questionar a importância de ir ao encontro das nossas comunidades. Estamos a exigir que o Governo explique quanto custou ir, quem foi e o que trouxe de concreto para os Açores. Quem gere dinheiro público tem de prestar contas. É tão simples quanto isso”, conclui José Pacheco.
Ponta Delgada, 14 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

