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AGRICULTURA QUER RECEBER A TEMPO E HORAS PARA FAZER FACE AOS DESAFIOS DO SECTOR

No debate de urgência sobre a “situação da agricultura Açoriana e aumento dos custos de contexto do sector primário”, o CHEGA reforçou que o sector agrícola passa actualmente por uma situação complicada na Região, enfrentando problemas – nomeadamente financeiros – muito por culpa da falta de transferência de apoios anunciados pelo Governo da República, mas que sistematicamente deixam os Açores de fora.

O deputado Francisco Lima reforçou que existem problemas no sector, mas “se há tantos milhões para a agricultura, como afirma o Governo Regional, porque é que os agricultores reclamam?”, indicando que os agricultores preferem não receber apoios, mas sim que se pague o que é devido a tempo e horas.

Efectivamente, a agricultura está a ser prejudicada pelo aumento dos custos de produção, devido às guerras e ao aumento dos combustíveis, exigindo um maior esforço financeiro por parte das empresas agrícolas. “Se os agricultores não recebem a tempo, torna-se um problema financeiro, porque também não conseguem pagar os seus compromissos a tempo”, indicou.

Francisco Lima lembrou que os agricultores Açorianos ficaram de fora do apoio anunciado pelo Governo do PS de António Costa, devido à guerra da Ucrânia, que depois foi revertido, mas os 15,3 milhões de euros ainda não entram no bolso dos agricultores. “Parece que o dinheiro está na Região, mas não chegou aos agricultores. Existe um processo burocrático, estão identificados os montantes a pagar. Qual a dificuldade?”, questionou o parlamentar.

Além do aumento dos custos de contexto na agricultura, há outros problemas que afectam o sector na Região. Por exemplo, os caminhos agrícolas que se continuam a degradar – apesar do CHEGA reforçar as verbas em sede de Orçamento -, a falta de mão-de-obra que continua a ser um problema – apesar de ainda haver muita gente nos cafés a receber o RSI que podia estar a trabalhar na agricultura.

“Estamos perante uma encruzilhada com desafios enormes para a agricultura. Além dos problemas no leite, também a carne poderá ser afectada, nomeadamente devido ao MERCOSUL”, referiu Francisco Lima que concluiu que os actuais “ziguezagues” do Governo Regional resultam em instabilidade, impondo-se rapidamente “planeamento e estratégia para o sector”.

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