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CHEGA EXIGE SABER QUANTOS AÇORIANOS TÊM MÉDICO DE FAMÍLIA E QUANTOS CONSEGUEM TER CONSULTA

O CHEGA Açores quer saber se a cobertura de médicos de família na Região corresponde, na realidade, a um verdadeiro acesso dos Açorianos aos cuidados de saúde primários, por considerar que não basta apresentar percentagens de utentes com médico de família quando, na prática, muitos Açorianos continuam sem conseguir uma consulta em tempo útil.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados questionam sobre o número efectivo de consultas realizadas, os tempos de espera e a capacidade de resposta dos médicos de Medicina Geral e Familiar em cada concelho da Região.

Os parlamentares querem saber quantas consultas de Medicina Geral e Familiar foram efectivamente realizadas em cada concelho em 2024, 2025 e 2026, bem como quantas dessas consultas foram realizadas pelo médico de família atribuído a cada utente. No requerimento, os deputados pedem ainda informações sobre o pedido de consulta mais antigo em cada concelho e quantos utentes foram obrigados a recorrer a consultas abertas ou complementares por não conseguirem ser atendidos atempadamente pelo seu médico de família.

Quantos médicos de Medicina Geral e Familiar estão efectivamente ao serviço nos Açores e o número médio de utentes atribuídos a cada médico, são outras informações solicitadas no requerimento.

Para o CHEGA, não basta apresentar percentagens de utentes com médico de família atribuído quando, na prática, muitos cidadãos podem continuar sem conseguir uma consulta em tempo útil. “Não basta dizer que um utente tem médico de família. É preciso saber se consegue uma consulta, quanto tempo espera e se é realmente atendido pelo médico que lhe está atribuído”, afirma o líder parlamentar do CHEGA Açores, José Pacheco.

Para José Pacheco, a avaliação do Serviço Regional de Saúde não pode ficar limitada a números que ficam bem nas estatísticas, mas que podem não traduzir a realidade vivida pelos Açorianos, até porque a realidade de cada ilha é bastante diferente em termos de cuidados de saúde.

“Queremos saber quantos médicos de família existem, quantos utentes tem cada um, quantas consultas são feitas e, sobretudo, quanto tempo espera um Açoriano quando precisa de ser visto pelo seu médico. É isso que mede a qualidade da resposta do Serviço Regional de Saúde, e não apenas uma percentagem”, conclui o líder parlamentar do CHEGA Açores.

Ponta Delgada, 31 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação

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