Mais de mil famílias estão em incumprimento no pagamento das rendas sociais nos Açores. Destas, 775 têm rendas em atraso há mais de um ano.
E estes números só são hoje conhecidos porque o CHEGA perguntou ao Governo. Foi através de um requerimento apresentado pelo CHEGA que esta realidade veio a público.
Se o CHEGA não perguntasse, os Açorianos provavelmente continuariam sem saber.
A dívida acumulada ultrapassava, no final de 2025, 1,75 milhões de euros.
Estamos a falar de habitação social, destinada a famílias em situação de carência e com rendas ajustadas aos seus rendimentos.
Por isso, é preciso distinguir: uma coisa é não poder pagar. Outra é poder pagar e não querer cumprir.
Quem verdadeiramente não pode pagar deve ser ajudado. Mas quem tem condições para pagar uma renda social e se recusa a fazê-lo, com que moral pode exigir que os outros continuem a suportar essa ajuda?
O mais grave é que o CHEGA perguntou ao Governo quantos casos resultam de incapacidade económica e quantos correspondem a incumprimento injustificado. O Governo não apresentou esses números.
Entretanto, 251 candidaturas continuam à espera de habitação social.
Ajudar quem precisa é justiça social. Permitir que quem pode cumprir não cumpra é injustiça.
E continuaremos a fazer as perguntas que outros não fazem.
Porque se o CHEGA não perguntar, há coisas que os Açorianos simplesmente não ficam a saber.

