InícioParlamentoCHEGA QUER CONHECER DADOS SOBRE FIBROMIALGIA NOS AÇORES

CHEGA QUER CONHECER DADOS SOBRE FIBROMIALGIA NOS AÇORES

É uma doença reumática crónica que provoca dor generalizada e que pode atingir cerca de 400 mil pessoas em Portugal, mas nos Açores não se conhecem dados epidemiológicos específicos sobre a doença que provoca dor musculo-esquelética generalizada, fadiga, alterações do sono e défices cognitivos.

A falta de dados concretos a juntar à condição insular e dispersão geográfica dos Açores, que dificulta o acesso a especialidades médicas, poderá estar a dificultar uma avaliação objectiva das necessidades dos doentes.

O CHEGA apresentou, por isso, um requerimento à Assembleia Legislativa Regional pedindo dados sobre a realidade da fibromialgia na Região, bem como esclarecimentos sobre a resposta prestada pelo Serviço Regional de Saúde aos doentes que vivem com esta patologia.

O requerimento questiona quantos doentes com diagnóstico confirmado existem actualmente nos Açores, se existe algum registo regional dedicado à doença e se o Governo Regional prevê promover um estudo epidemiológico que permita conhecer a verdadeira dimensão da patologia na Região.

Os deputados do CHEGA questionam ainda de que forma estão a ser aplicadas, nas unidades de saúde e hospitais da Região, as normas nacionais de diagnóstico desta doença, e quantos especialistas em reumatologia estão integrados no Serviço Regional de Saúde, as ilhas onde existem consultas da especialidade, os tempos médios de espera e os mecanismos de referenciação dos doentes residentes nas ilhas sem cobertura especializada.

Para o deputado Francisco Lima, conhecer a realidade da fibromialgia nos Açores é um passo fundamental para garantir cuidados de saúde mais eficazes, reduzir desigualdades entre ilhas e assegurar que os doentes têm acesso ao acompanhamento clínico e aos tratamentos de que necessitam.

“Só conhecendo a realidade da doença é que se pode fazer um planeamento de políticas públicas e uma avaliação das verdadeiras necessidades dos doentes, principalmente num território tão disperso como as nossas nove ilhas”, afirmou Francisco Lima.

Ponta Delgada, 14 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação

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