Cada vez mais se instala uma pergunta simples e legítima: afinal, para quem está a servir esta chamada Capital Portuguesa da Cultura?
Não se compreende como é possível enterrar mais de 5 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes num evento que supostamente deveria promover a cultura açoriana, valorizar os nossos artistas, dar palco aos nossos criadores e reforçar a identidade cultural de quem vive e trabalha nesta terra. Mas aquilo que muitos açorianos começam a sentir é precisamente o contrário.
O que vemos é uma estrutura pesada, cheia de eventos e decisões que parecem beneficiar um conjunto restrito de “iluminados”, maioria vindos de fora, enquanto tantos artistas, associações, grupos culturais, músicos, filarmónicas, agentes locais e projetos genuinamente açorianos continuam a sentir-se ignorados ou empurrados para segundo plano.
E a pergunta impõe-se: onde está a valorização de quem faz cultura nos Açores durante todo o ano? Onde estão aqueles que mantêm vivas as nossas tradições, a nossa música, o nosso património, as nossas raízes e a nossa identidade? Porque a cultura açoriana não nasceu em gabinetes nem aparece apenas quando há milhões para distribuir. A cultura vive nas freguesias, nas filarmónicas, nos grupos folclóricos, nos artistas locais, nas associações culturais e nas pessoas que trabalham todos os dias, muitas vezes sem qualquer apoio.
O CHEGA tem defendido uma visão clara: primeiro os açorianos, primeiro os nossos criadores, primeiro quem trabalha e produz cultura na nossa terra. Não faz sentido criar uma máquina milionária sustentada pelos contribuintes para alimentar agendas, vaidades ou círculos fechados, enquanto muitos clubes culturais e associações locais continuam a sobreviver com apoios muito inferiores.
Se existem mais de 5 milhões de euros envolvidos, então têm de existir respostas transparentes, critérios claros e total prestação de contas. Quem recebeu? Quanto recebeu? Com que critérios? Que benefícios concretos ficaram para os Açores? E sobretudo: qual será o legado real depois das luzes se apagarem e os palcos desmontarem?
Os açorianos não aceitam continuar a pagar projetos milionários sem resultados visíveis, sem transparência e sem prioridade para quem é da terra.
Porque cultura não pode ser um negócio para poucos pago por todos.
E alguém terá de dar muitas explicações sobre aquilo que cada vez mais pessoas começam a considerar uma gigantesca operação de propaganda financiada com dinheiro público.
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