InícioParlamentoCHEGA NÃO ACEITA MAIS MENTIRAS EM RELAÇÃO AO HOSPITAL DE PONTA DELGADA

CHEGA NÃO ACEITA MAIS MENTIRAS EM RELAÇÃO AO HOSPITAL DE PONTA DELGADA

Dois anos depois do incêndio parcial que aconteceu no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, há ainda zonas que continuam encerradas e há serviços que transitaram para o hospital modular – construído na sequência do incêndio, mas assumido sempre como provisório – e não há datas para que se iniciem as obras necessárias para um redimensionamento e melhoramento do maior hospital da Região.
Isso mesmo constataram os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, que visitaram a antiga urgência do HDES, que continua encerrada, e visitaram também o hospital modular, depois de reunirem com o Conselho de Administração preparando o debate de urgência que o CHEGA vai agendar no próximo plenário de Maio.
Actualmente o que tem sido feito são pequenas obras no Hospital para conseguir dar uma resposta diária às necessidades, mas as grandes obras de fundo – de redimensionamento e para resolver dificuldades estruturais – ainda demorarão “talvez quatro a cinco anos para serem feitas”, referiu o líder parlamentar José Pacheco.
“Ficamos muito preocupados com os vários prazos que estão a ser ultrapassados. Inicialmente no espaço de um ano íamos ter respostas, íamos ter projectos e até íamos ver obras. Mas de mentira em mentira continuamos a ter um hospital que nem sequer tem um projecto definitivo, que possa ser visto. Dizem que é para breve e é inaceitável”, reforçou José Pacheco que lembrou que depois do programa funcional adjudicado, foi realizado um programa preliminar, mas até que se chegue às obras efectivamente, com todo o processo de contratação pública envolvido, vai demorar muito tempo.
“Estamos a falar da vida das pessoas, da saúde, não estamos a falar de coisas supérfluas como a enorme dívida da SATA ou da “zanga das comadres” da coligação. A vida real das pessoas é termos esta urgência fechada, quando já devíamos ter obras. Isto é inaceitável”, reforçou o parlamentar.
José Pacheco aponta o dedo ao Governo Regional – “que é quem paga e manda” – a quem questiona, sem querer alarmismos, “se a Região está completamente falida, quero saber onde vamos arranjar dinheiro para dar seguimento ao hospital. Há algum protocolo com a República? Há fundos europeus para estas obras? Ou vamos continuar alegremente a dizer que vamos ter um novo hospital, um hospital novo, mas na verdade não temos nada?”, questiona.
Perante os atrasos nas obras, o maior hospital dos Açores, que serve não só doentes e utentes de São Miguel e Santa Maria, mas também é o hospital de referência para todo o arquipélago, já apresentava sérias limitações antes do incêndio, que se vão agravando.
O CHEGA não vai aceitar mais mentiras em relação ao HDES, garantem os deputados, que deram um simples exemplo: o CHEGA questionou através de requerimento, em Setembro de 2024, porque razão estava encerrado o bar da Consulta Externa do HDES. A resposta do Governo Regional indicava o encerramento devido às restrições impostas pela Covid-19, no entanto, apontava o final de 2024 para reabertura prevista do dito bar. Certo é que hoje, o Conselho de Administração do HDES confirmou que há um projecto para um bar externo junto às Consultas Externas e que o bar interior nunca mais foi previsto abrir.
“De mentira em mentira vão enganando os Açorianos, que dependem do HDES, o tempo vai passando e não vemos obra nenhuma. Isto é inaceitável para o CHEGA”, destacou José Pacheco.

Ponta Delgada, 29 de Abril de 2026
CHEGA I Comunicação

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