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PESCADORES DOS AÇORES SENTEM-SE DESESPERADOS E QUEREM UM FUTURO PARA O SECTOR

Os pescadores dos Açores “sentem-se abandonados, desprotegidos, marginalizados e desesperados por melhores condições de trabalho e por mais e melhores soluções para o sector”, que tem vindo a ser constantemente abandonado pelo Governo Regional.
É um sector que o CHEGA Açores sempre tem vindo a defender, nomeadamente defendendo “o combate à pesca ilegal, o pagamento atempado dos apoios financeiros destinados ao sector das pescas, uma melhor articulação entre os serviços da Lotaçor e os pescadores, melhor gestão das quotas, ou melhores condições de trabalho nos portos da Região”. As palavras são da deputada Olivéria Santos, que reforçou que a pesca é “um dos pilares culturais e económicos da Região e um sector do qual dependem centenas de famílias”.
Apesar disso, não se vêem melhorias no sector. E deu exemplos: os pescadores pagam o gasóleo pescas mais caro do que os preços que se praticam na Madeira e no continente em cerca de 30 cêntimos por litro.
Um sector que foi deixado à deriva e que vai levar ao fim das pescas na Região.
Prova disso são as opções do Plano e Orçamento para 2026, “mais direccionadas para as questões científicas, para o turismo e para a sustentabilidade ambiental, como é caso da RAMPA, que não assegura as verdadeiras necessidades dos pescadores dos Açores e deixa-os abandonados à sua sorte”, reforçou Olivéria Santos.
A parlamentar lembrou que a Escola do Mar dos Açores tem cada vez menos orçamento, deixando os pescadores com cada vez menos formação profissional, quando é uma classe a ficar envelhecida e está cada vez menos apelativa para as novas gerações. “Os pescadores vão deixar de trabalhar e vão passar a ser subsídio-dependentes. Isso é lamentável”, disse Olivéria Santos.
Uma classe vulnerável, com uma incerteza de rendimento mensal, licenças, quotas, regulamentação europeia, restrições sazonais, que dificultam ainda mais o sector.
“É urgente que se encontrem soluções políticas, que garantam condições justas e dignas para quem vive do mar. A pesca nos Açores precisa de mais apoio, mais formação, mais inovação e mais respeito pelos seus profissionais e este Plano e Orçamento não cumpre com este desiderato”, concluiu a deputada Olivéria Santos que entende que preservar a pesca “não é apenas defender uma profissão: é defender uma parte essencial da alma das ilhas”.

Horta, 25 de Novembro de 2025
CHEGA I Comunicação

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