InícioAutarquiasCHEGA VOTA CONTRA OBRA DE 3,2 MILHÕES DE EUROS EM EDIFÍCIO MUNICIPAL...

CHEGA VOTA CONTRA OBRA DE 3,2 MILHÕES DE EUROS EM EDIFÍCIO MUNICIPAL E QUESTIONA PRIORIDADES DO EXECUTIVO DO PSD

O CHEGA defende que as prioridades do concelho devem passar pela habitação, creches, ATL, lares de idosos e requalificação das vias públicas, em vez de investimentos milionários em instalações administrativas.

Na última reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada, o CHEGA votou contra a proposta relativa à repartição de encargos e ao plano de trabalhos da empreitada de remodelação do edifício municipal situado na Rua de São João, cujo investimento ascende a 3.2 milhões de euros.

O CHEGA contesta a prioridade atribuída a esta obra, destinada à instalação de serviços municipais, gabinetes e salas de reuniões, considerando que o Executivo liderado pelo PSD, com o apoio político do Partido Socialista nesta matéria, deveria ter ponderado outras soluções para aquele património público.

O vereador Pedro Rodrigues questiona se será realmente prioritário investir tantos milhões num edifício destinado a funções administrativas quando “aquele imóvel poderia ter sido objecto de um estudo de viabilidade para a criação de um lar de idosos ou de outro equipamento social que respondesse às necessidades da população”.

Outra possibilidade, entende o vereador do CHEGA, seria avaliar a sua eventual alienação, caso seja legalmente admissível e financeiramente vantajosa, permitindo canalizar recursos para investimentos de maior utilidade social, nomeadamente na construção de habitação, creches e centros de actividades de tempos livres.

O CHEGA recorda que o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, anunciou recentemente a intenção de atribuir 3,5 milhões de euros às 24 Juntas de Freguesia do concelho em 2027. Uma verba que foi apresentada como um grande reforço de investimento nas freguesias.

“Será mais prioritário investir num único edifício praticamente o mesmo montante anunciado para apoiar as 24 freguesias de Ponta Delgada em 2027?”, questiona o vereador Pedro Rodrigues.

O CHEGA não é contra a valorização e conservação do património público, nem ignora a importância dos serviços municipais, no entanto, os investimentos públicos devem ser avaliados em função das necessidades mais urgentes das populações e dos benefícios concretos que proporcionam aos contribuintes.

LINHAS VERMELHAS RELATIVAMENTE AO CHEGA

Na última reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada assistiu-se, uma vez mais, a comportamentos que o CHEGA considera absolutamente inadmissíveis num órgão democrático: insultos, provocações constantes, interrupções sucessivas, atropelos ao regimento e cortes de palavra ao vereador do CHEGA, dificultando o exercício das suas funções de fiscalização e representação dos munícipes.

Além disso, conforme denuncia o vereador Pedro Rodrigues, o Presidente da Câmara Municipal optou por desviar o debate dos assuntos municipais para ataques políticos dirigidos ao CHEGA, ao Presidente do CHEGA Açores e até ao líder nacional do partido, André Ventura. O Presidente da Câmara chegou ainda a afirmar que tinha “linhas vermelhas” relativamente ao CHEGA, numa demonstração de hostilidade política que consideramos incompatível com o respeito institucional exigido a quem preside a um órgão autárquico.

Ponta Delgada, 29 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

RELATED ARTICLES

Deixe um comentário

Most Popular

Recent Comments