Numa instituição com 140 anos, que muito depende de quotas de associados, do rendimento dos utentes e de comparticipações de entidades oficiais, muito há a fazer para que os cerca de 40 utentes que ali habitam diariamente tenham melhores condições de vivência.
Numa reunião com o Instituto Margarida de Chaves, em Ponta Delgada, os deputados do CHEGA, José Pacheco e Olivéria Santos, foram confrontados com as dificuldades da instituição que “presta um serviço social muito importante”, mas não consegue fazer mais por falta de financiamento.
“Como em todas as instituições de cariz social, aqui há dificuldades financeiras. Os orçamentos sejam governativos, sejam camarários, são sempre muito estreitos”, referiu José Pacheco que lamentou, por exemplo, que a Câmara Municipal de Ponta Delgada “esbanja dinheiro com a PDL26 e com desportos que ninguém pratica e vê, mas quando é para apoiar uma instituição desta natureza, gasta poucochinho. Este Presidente da Câmara Municipal não tem uma visão social, tem uma visão eleitoralista, mas nem tudo o que se faz em política dá votos”.
O parlamentar lembrou que o Instituto Margarida de Chaves tem um projecto para um lar de idosos que ainda não avançou e pretende alargar o acolhimento de pessoas vulneráveis. “Aqui têm condições mínimas e agradáveis, mas podia-se melhorar. É isto que precisamos em todas as instituições: melhorar as condições que têm” e exemplificou que “deve-se cortar na subsídio-dependência e ajudar quem realmente precisa”.
Os deputados do CHEGA lamentaram que ainda se tenha uma visão muito socialista da sociedade, em que “é preferível construir novo – muitas vezes para dar tachos aos amigos – e esquecer o que existe e, neste caso, serviu a nossa cidade e a ilha de São Miguel, durante 140 anos”.
Para José Pacheco, quando tantas instituições de cariz social pedem mais financiamento, é sinal que a comunidade, e até a classe política, não estão a fazer o trabalho que lhes compete: “cuidar dos mais desfavorecidos, mesmo que isso não dê votos. Em política, nem tudo o que se faz dá votos, mas deve ajudar quem mais precisa”, concluiu.
Ponta Delgada, 27 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação
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