InícioParlamentoANTIGOS TRABALHADORES DAS LAJES FORAM ROUBADOS PELO ESTADO COM FACTOR DE SUSTENTABILIDADE

ANTIGOS TRABALHADORES DAS LAJES FORAM ROUBADOS PELO ESTADO COM FACTOR DE SUSTENTABILIDADE

No final de uma reunião com a Comissão de ex-trabalhadores da Base das Lajes, o deputado Francisco Lima foi peremptório: os antigos trabalhadores portugueses na Base das Lajes foram “roubados pelo sistema e, agora, estão a reivindicar a reposição dessas verbas”.

O parlamentar falava dos 450 trabalhadores da Base a quem foi aplicada uma penalização, com o factor de sustentabilidade, entre 2015 e 2024, aquando da reforma antecipada devido à redução de efectivos naquela estrutura militar. O factor de sustentabilidade foi reposto em 2024, no entanto, os trabalhadores que entre 2015 e 2024 saíram da Base não foram ressarcidos daquele dinheiro que corresponde a cerca de 7.8 milhões de euros.

Francisco Lima lembrou que sempre que, na Assembleia da República, é apresentada legislação para resolver este problema o CHEGA vota favoravelmente, por reconhecer a importância que tem para os antigos trabalhadores portugueses na Base das Lajes e “desafiamos o PS e o PSD a votar a favor para ser feita a reposição desse dinheiro aos antigos trabalhadores, que até têm flexibilidade para receber a prestações os 7,8 milhões de euros que o Estado lhes deve”.

Na reunião, que decorreu na ilha Terceira e onde esteve também o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, foi também abordada a questão da contaminação dos solos da Praia da Vitória devido à utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América.

Um assunto que os ex-trabalhadores também querem ver esclarecido, sem politizar o tema, e sem estudos “que se podem transformar num problema económico para a ilha Terceira, a troco de egos e de teses de doutoramento”.

Francisco Lima concorda que deve ser estudado o problema, mas, principalmente, com os antigos e actuais trabalhadores que estão – ou estiveram – expostos a situações de onde podem resultar problemas de saúde.

“O mais importante é os próprios trabalhadores saberem que impacto isso teve na sua saúde. Queremos que se estude, mas sem politizar o tema. Os trabalhadores foram expostos a determinados perigos e queremos saber se esses perigos existem e o que se pode fazer para saber se, eventualmente, essas pessoas estão em risco, que pode ser mitigado. Aliás, para o CHEGA este é um assunto importante, e no nosso programa eleitoral defendemos que os Terceirenses com esse risco identificado, devem ter prioridade no Serviço Nacional de Saúde”, explicou Francisco Lima.

Angra do Heroísmo, 10 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

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