O Presidente do CHEGA Açores interveio no XXIII Conselho Nacional do partido, em Lisboa, onde manifestou o apoio da estrutura regional à recandidatura de André Ventura e deixou um alerta sobre o agravamento do custo de vida e as dificuldades enfrentadas pelos Açorianos.
O Presidente do CHEGA Açores, José Pacheco, participou no XXIII Conselho Nacional do partido, realizado em Lisboa, acompanhado pelo Vice-Presidente da estrutura regional, Francisco Lima, e pelo Conselheiro Nacional, José Bernardo.
O encontro, que reuniu dirigentes e conselheiros nacionais de todo o país, ficou marcado pelo anúncio da recandidatura de André Ventura à Presidência do CHEGA, pela discussão do Orçamento do Estado para 2027 e pela preparação da próxima Convenção Nacional extraordinária.
Numa intervenção muito aplaudida, José Pacheco começou por manifestar, em nome da estrutura regional Açoriana, o apoio à recandidatura de André Ventura, formalizando a subscrição da sua candidatura à liderança do partido.
No entanto, o Presidente do CHEGA Açores aproveitou a presença dos responsáveis nacionais para colocar no centro do debate político as dificuldades que se vivem nas nove ilhas do arquipélago, particularmente numa altura em que se discute o Orçamento do Estado para 2027.
José Pacheco apelou à direcção nacional e aos representantes parlamentares do CHEGA para que não permitam que os Açores continuem esquecidos nas decisões tomadas em Lisboa, alertando para os custos acrescidos da insularidade, as dificuldades das famílias e as desigualdades que persistem entre o continente e as regiões autónomas.
“O custo de vida tem aumentado vergonhosamente em Portugal. As pessoas já não vivem, sobrevivem. Mas desafio qualquer um nesta sala a ir viver para os Açores. Talvez assim compreendam as reais dificuldades que enfrentamos nas ilhas Açorianas, que são ainda maiores do que aquelas que se vivem no continente”, afirmou José Pacheco.
O líder regional destacou que, para muitas famílias Açorianas, o aumento dos preços dos bens essenciais, da habitação, dos transportes e da energia representa uma pressão cada vez maior sobre os rendimentos, agravada pela distância geográfica e pela dependência dos transportes marítimos e aéreos.
Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, José Pacheco afirmou, sem medos nem receios, que o seu compromisso com os Açores estará sempre acima de qualquer conveniência política, mesmo quando André Ventura assumir a chefia do Governo da República. “Quando André Ventura for Primeiro-Ministro, pode ter a certeza de que José Pacheco estará constantemente a incomodá-lo, sempre que for necessário, para defender os Açores e a dignidade do Povo Açoriano”, afirmou, deixando claro que a defesa da Região não admite silêncios, cedências ou compromissos que prejudiquem os Açorianos.
O Presidente do CHEGA Açores sublinhou, assim, que o apoio à liderança nacional do partido não significa abdicar da exigência política perante o Governo da República, seja qual for a sua composição. “Os Açores estarão sempre em primeiro lugar”, foi a mensagem política que deixou aos presentes.
Na sua intervenção, José Pacheco procurou também sensibilizar os dirigentes nacionais para a necessidade de o Orçamento do Estado contemplar respostas adequadas às especificidades da Região Autónoma dos Açores, defendendo que a coesão territorial não pode continuar a ser apenas uma expressão utilizada nos discursos políticos.
Para o Presidente do CHEGA Açores, a autonomia regional não pode servir de desculpa para a República se desresponsabilizar das suas obrigações para com os Açorianos, sobretudo em matérias determinantes para a qualidade de vida das populações e para o desenvolvimento económico e social das ilhas.
A intervenção constituiu, assim, um apelo para que os problemas dos Açores tenham maior expressão na agenda política nacional e sejam devidamente considerados na discussão orçamental.
O XXIII Conselho Nacional ficou igualmente marcado pela intervenção de André Ventura, que anunciou a intenção de se recandidatar à liderança do CHEGA e apelou à unidade interna, defendendo que o partido deve preparar-se para assumir responsabilidades governativas e apresentar uma alternativa ao actual sistema político.
A reunião decorreu num momento em que o barómetro DN/Aximage de Outubro atribui ao CHEGA 30,7% das intenções de voto para as eleições legislativas, perante 28,9% do Partido Socialista e 21,7% da Aliança Democrática. Trata-se de resultados de uma sondagem, sujeitos à respectiva margem de erro.
O Conselho Nacional confirmou ainda a realização das eleições directas para a liderança do partido no próximo dia 31 de Outubro e da Convenção Nacional extraordinária nos dias 20, 21 e 22 de Novembro.
Para José Pacheco, a participação neste Conselho Nacional constituiu também uma oportunidade para reafirmar que os Açores devem ter voz activa nas grandes decisões nacionais, particularmente quando estão em causa medidas que afectam directamente as condições de vida dos Açorianos.
Lisboa, 10 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

