InícioAutarquiasCHEGA DENUNCIA: «APROVAR SEM DADOS É DECIDIR ÀS CEGAS»

CHEGA DENUNCIA: «APROVAR SEM DADOS É DECIDIR ÀS CEGAS»

O deputado municipal do CHEGA, em Ponta Delgada, Luís Franco, confrontou ontem, na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, o Presidente da Câmara, Pedro Nascimento Cabral, com a ausência de dados e estudos que sustentem o concurso público internacional para a concessão dos transportes urbanos da cidade.

Em causa está a autorização de um compromisso financeiro plurianual que o executivo quer ver aprovado sem apresentar à Assembleia os elementos que permitam avaliar devidamente os custos, os benefícios e as consequências desta concessão para o Município e para os contribuintes.

«Como podemos aprovar um compromisso financeiro plurianual sem dados, sem estudos e sem informação concreta que sustente esta decisão?», questionou Luís Franco.

Para o CHEGA, pedir aos eleitos municipais que votem às cegas uma decisão que compromete as contas do Município durante vários anos é inaceitável.

O CHEGA não pode aprovar este documento nestas condições. Até porque, por diversas vezes, o Presidente da Câmara tem remetido para a Assembleia Municipal a responsabilidade por decisões do executivo, escudando-se posteriormente nas deliberações tomadas por este órgão.

Se é à Assembleia Municipal que é pedido que autorize este compromisso financeiro, então os deputados municipais têm o direito — e o dever — de exigir toda a informação necessária antes de votar.

O CHEGA não dará um cheque em branco ao executivo municipal nem aceitará ser responsabilizado por decisões tomadas sem a necessária fundamentação.

Se esta concessão vier a revelar-se prejudicial para os interesses do Município, o CHEGA não aceitará que amanhã se diga que a responsabilidade pertence à Assembleia Municipal porque esta autorizou o compromisso financeiro.

O CHEGA não será responsabilizado por mais um eventual ato de gestão danosa em Ponta Delgada. Quem gere tem de assumir as suas decisões e as suas responsabilidades.

Os munícipes de Ponta Delgada merecem transparência, rigor e responsabilidade. Aprovar milhões sem conhecer os dados que sustentam a decisão não é gerir: é decidir às cegas.

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