Há uns anos, quando se defendia uma utilização diferente para o Tecnoparque da Lagoa, diziam que não era possível.
Havia empresários da Lagoa interessados em instalar-se aqui. Havia quem defendesse que estes terrenos podiam ter outra utilização e contribuir para o desenvolvimento económico do concelho.
Mas diziam que não dava. Que era impossível.
Hoje chegamos a 2026 e o que encontramos?
Um hospital.
Um supermercado.
Um hotel.
Então afinal era possível!
O que mudou?
Aparentemente, o problema nunca foi a ideia. O problema era de quem vinha a ideia.
E este é um dos grandes vícios da velha política: quando uma proposta vem dos outros, arranjam-se obstáculos, desculpas e argumentos para dizer que não pode ser feita.
Anos depois, fazem precisamente aquilo que antes diziam ser impossível e apresentam-se para cortar a fita e aparecer na fotografia.
Isto não é governar com visão.
Isto é falta de coerência política.
E há uma pergunta que não pode ficar esquecida:
E os empresários da Lagoa que naquela altura queriam instalar-se no Tecnoparque?
Que oportunidades perderam enquanto lhes diziam que não era possível?
Na política, as boas ideias não deviam ter dono. Deviam ser avaliadas pelo benefício que trazem às pessoas, às empresas e ao desenvolvimento da nossa terra.
O interesse dos açorianos tem de estar acima do interesse partidário.
Porque governar não é rejeitar hoje para inaugurar amanhã.
Governar é ter coerência, visão e colocar as pessoas primeiro.
Já CHEGA desta política em que quando a ideia não é deles, nada presta — até ao dia em que passam a apresentá-la como sua.
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